David, do Vasco, entrega passaporte à polícia em investigação sobre tráfico e armas

admin
30 Oct, 2026
O atacante David Corrêa, do Vasco, teve o passaporte entregue à Polícia Civil do Rio de Janeiro nesta sexta-feira (30), por meio do seu advogado. Conhecido como DVD, o jogador foi intimado a comparecer à 14ª Delegacia de Polícia, no Leblon, Zona Sul do Rio, para cumprir uma determinação judicial relacionada a uma investigação sobre tráfico de drogas, comércio ilegal de armas e possível ligação com uma organização criminosa. Apesar da intimação, David não compareceu pessoalmente à delegacia. Segundo seu advogado, Silmar Junior, o atleta foi representado pela defesa após atuar pelo Vasco na noite de quinta-feira (29), contra o Flamengo. O documento foi apresentado à polícia pelo representante legal do jogador. A determinação faz parte das medidas cautelares estabelecidas pela Justiça do Espírito Santo, no âmbito da Operação A Tropa, conduzida pela Polícia Civil capixaba. Além da entrega do passaporte, o atacante está proibido de deixar o território nacional, não pode manter contato com outros investigados e testemunhas e deverá comparecer periodicamente à Justiça. DEFESA NEGA ENVOLVIMENTO DO JOGADOR Em nota, a defesa de David negou integralmente as acusações e afirmou que o atleta continuará colaborando com as autoridades. O advogado também ressaltou que os pedidos de prisão preventiva e de bloqueio de imóveis e ativos financeiros foram negados pela Justiça. A investigação busca esclarecer a atuação de uma organização criminosa com ramificações em diferentes estados, suspeita de envolvimento com tráfico interestadual de drogas e armas, lavagem de dinheiro e possíveis conexões com o Comando Vermelho (CV). Em agosto, David já havia sido alvo de mandados de busca e apreensão em sua residência, na Barra da Tijuca, e no centro de treinamento do Vasco. Na ocasião, o jogador também prestou depoimento e negou qualquer participação nas atividades ilícitas investigadas. Até o momento, as acusações seguem sob investigação e não representam uma condenação do atleta.