Operação apreende 47 toneladas de arroz em supermercados do Rio

admin
29 Oct, 2026
A Secretaria estadual de Defesa do Consumidor (Sedcon) e o Procon-RJ apreenderam, nesta quarta-feira (28), 47,065 toneladas de arroz em sete estabelecimentos fiscalizados na capital fluminense. A ação, batizada como Operação Pó de Arroz, continua nesta quinta (29) para apurar possíveis irregularidades na comercialização do produto. LEIA MAIS: Intensos tiroteios impactam serviços de saúde e educação em Madureira LEIA MAIS: Pastor Márcio Poncio e sobrinho de Adilsinho são alvos de buscas da PF Presente diariamente na mesa de milhões de brasileiros, o arroz é um dos alimentos mais consumidos no país e um dos itens essenciais da cesta básica. fotogaleria A operação é resultado de um trabalho de inteligência dos órgãos estaduais de defesa do consumidor, desenvolvido a partir de denúncias sobre possíveis irregularidades na classificação do arroz comercializado no varejo. O levantamento reuniu informações e análises técnicas de amostras que apresentaram características compatíveis com uma classificação comercial inferior à informada nas embalagens, que identificavam o produto como arroz Tipo 1. Apesar do volume expressivo, o material apreendido corresponde a apenas algumas lojas de uma mesma rede. Como a ação prossegue nesta quinta-feira (29), a quantidade total poderá aumentar significativamente à medida que as equipes avancem nas fiscalizações. A ação conta com a participação da Bolsa de Gêneros Alimentícios do Estado do Rio de Janeiro (BGA-RJ), cujo laboratório ficará responsável por analisar amostras do produto e emitir um laudo pericial. O resultado vai ajudar a verificar se o produto atende às normas exigidas. O quantitativo apreendido permanece nos próprios estabelecimentos e não poderá ser comercializado até a conclusão dos procedimentos administrativos. Os resultados das análises serão utilizados para verificar se o arroz vendido como Tipo 1 corresponde, de fato, à classificação indicada na embalagem. A classificação Tipo 1 estabelece critérios de qualidade para o arroz, incluindo limites para a presença de grãos quebrados. Nesse padrão, o percentual máximo permitido é de 7,5%. Caso seja confirmada a comercialização de um produto de classificação inferior como Tipo 1, a prática poderá induzir o consumidor ao erro e causar prejuízo financeiro, uma vez que o comprador paga por um produto de qualidade superior àquela efetivamente oferecida. A eventual irregularidade também pode prejudicar empresas que cumprem as exigências legais e comerciais, criando uma situação de concorrência desleal no mercado. Para o secretário de Estado de Defesa do Consumidor, Rogério Pimenta, a operação evidencia a importância do trabalho de inteligência e da atuação integrada dos órgãos de fiscalização na proteção dos consumidores. “O trabalho começa muito antes de as equipes chegarem aos estabelecimentos. A partir de denúncias, nossos órgãos de defesa do consumidor realizam levantamentos, analisam informações e identificam situações que precisam ser apuradas. Esse trabalho de inteligência permite direcionar a fiscalização e agir de maneira mais precisa. Encontramos um volume expressivo de arroz, com fortes indícios de possíveis irregularidades, mas vamos aguardar os resultados laboratoriais e o laudo pericial para confirmar as suspeitas. A operação continua, e o nosso compromisso é garantir que o consumidor receba exatamente aquilo que está pagando para comprar. Se as irregularidades forem confirmadas, adotaremos as medidas previstas na legislação”, afirma o secretário. A Associação Brasileira da Indústria do Arroz (Abiarroz) ressalta que a fiscalização é importante para garantir que os produtos comercializados atendam aos padrões de qualidade e às informações apresentadas nas embalagens. “Ao assegurar o cumprimento das normas, a fiscalização contribui para proteger o consumidor e garantir condições justas de concorrência, valorizando as empresas que atuam em conformidade com a legislação. A transparência nas informações é essencial para fortalecer a confiança do consumidor e a credibilidade do setor arrozeiro”, afirma a entidade. Como o consumidor pode se proteger A Sedcon e o Procon-RJ orientam os consumidores a observar algumas características na hora de comprar arroz e a ficar atentos a possíveis irregularidades. •Observe os grãos: uma quantidade aparentemente excessiva de grãos quebrados pode levantar dúvidas sobre a classificação indicada na embalagem. A confirmação, porém, depende de avaliação técnica. •Desconfie de preços muito abaixo da média: promoções com valores muito inferiores aos praticados no mercado merecem atenção, embora o preço baixo, isoladamente, não comprove fraude. •Avalie o resultado após o preparo: diferenças no cozimento e na textura podem chamar a atenção, mas não são suficientes, por si só, para determinar a classificação comercial do produto. •Confira as informações da embalagem: verifique a classificação indicada, a identificação do fabricante ou empacotador, o CNPJ, a procedência e as demais informações obrigatórias do rótulo. Caso suspeite de irregularidades, o consumidor pode guardar a embalagem e a nota fiscal e encaminhar uma denúncia à Sedcon e o Procon-RJ.