Com apoio da ciência, quebradeiras de coco do Maranhão produzem alimentos funcionais e veganos

admin
26 Oct, 2026
O coco babaçu está entre os principais produtos florestais do Maranhão, onde a palmeira é abundante. Apesar disso, as derrubadas dos babaçuais ameaçam a sobrevivência dessa riqueza natural e de uma tradição ancestral mantida por mulheres que se dedicam ao extrativismo. Diante desse cenário, as quebradeiras de coco resistem e defendem a preservação das palmeiras, cuja exploração representa uma importante fonte de sustento para milhares de famílias. As trabalhadoras buscam demonstrar que o beneficiamento do babaçu pode impulsionar a economia local e garantir a subsistência das comunidades, mesmo quando realizado de maneira rudimentar e tradicional, em conjunto com a agricultura familiar. Agora, a atividade também ganha novas perspectivas com a aproximação entre o conhecimento ancestral das extrativistas e a pesquisa científica. Em meio às crescentes ameaças provocadas pelas mudanças climáticas no Cerrado e na Amazônia, a palmeira do babaçu reafirma sua importância como patrimônio ambiental e pilar socioeconômico do Nordeste brasileiro. Maranhão produz mais de 90% das amêndoas produzidas no país No Maranhão, estado responsável por mais de 90% das amêndoas de babaçu produzidas e comercializadas no país, uma transformação conduzida por mãos femininas começa a ampliar as possibilidades de aproveitamento do fruto. Por meio de uma parceria entre a Embrapa Maranhão, universidades e entidades locais, as quebradeiras de coco estão transformando o babaçu em alimentos veganos e funcionais, com maior valor agregado. Biscoitos sem glúten, sorvetes sem lactose, bebidas vegetais, análogos de queijo e hambúrgueres estão entre os produtos desenvolvidos a partir do aproveitamento do fruto e que começam a integrar o portfólio de associações e cooperativas comunitárias. Segundo a chefe-adjunta de Transferência de Tecnologia da Embrapa Maranhão, Guilhermina Cayres, a iniciativa aproxima os saberes tradicionais das comunidades dos conhecimentos técnico-científicos, com o objetivo de ampliar a autonomia das trabalhadoras e fortalecer a cadeia produtiva do babaçu. O trabalho é desenvolvido pela Embrapa Maranhão em parceria com a Universidade Federal do Maranhão (UFMA), a Embrapa Agroindústria Tropical, a Universidade Federal do Ceará (UFC) e entidades locais. A proposta é promover a inclusão produtiva, reduzir o desperdício no processamento e ampliar as oportunidades de acesso ao mercado de alimentos diferenciados para as mulheres extrativistas. - Leia a matéria completa na banca.oimparcial.com.br Quer receber as notícias da sua cidade, do Maranhão, Brasil e Mundo na palma da sua mão? Clique AQUI para acessar o Grupo de Notícias do O Imparcial e fique por dentro de tudo! Siga nossas redes, comente e compartilhe nossos conteúdos: