Nova série da Netflix coloca 30 pessoas em prisão real por 2 semanas
24 Oct, 2026
FILMES E SÉRIES (Foto: Netflix/Divulgação) Inspirada em um controverso experimento psicológico de 1971, produção tem apenas seis episódios e explora os limites do comportamento humano A Netflix acaba de lançar uma série que promete prender a atenção dos assinantes com uma proposta bastante incomum. Em O Novo Experimento de Aprisionamento de Stanford, 30 pessoas são colocadas em uma prisão de verdade durante duas semanas para participar de um experimento que investiga como o poder pode transformar o comportamento humano. Com apenas seis episódios, a novidade é uma opção para quem procura uma maratona rápida no streaming. Lançada na última quarta-feira (21), a produção já conseguiu alcançar o Top 5 das séries mais assistidas da Netflix nos Estados Unidos. O reality show é inspirado no controverso experimento da prisão de Stanford, realizado em 1971 pelo psicólogo Philip Zimbardo (1933-2024), que buscava compreender como indivíduos comuns reagiriam ao assumir posições de autoridade ou submissão. Na nova versão da Netflix, os 30 participantes são divididos em dois grupos: oito assumem o papel de guardas, enquanto os outros 22 são tratados como prisioneiros. O experimento acontece em uma instalação prisional real no estado da Geórgia, nos Estados Unidos, onde os envolvidos precisam conviver com uma estrutura de poder cuidadosamente estabelecida. A diferença entre os grupos começa pelas próprias condições de confinamento. Enquanto os guardas podem deixar a prisão todas as noites para descansar em hotéis, os participantes que interpretam os detentos permanecem isolados em suas celas. Essa desigualdade cria um ambiente de tensão, no qual questões como autoridade, obediência e identidade coletiva passam a influenciar as relações. O Novo Experimento de Aprisionamento de Stanford tem apenas seis episódios na Netflix O experimento original de Stanford se tornou um dos estudos psicológicos mais conhecidos e controversos do século 20. Realizada em 1971, a pesquisa pretendia observar como pessoas comuns se comportariam ao receber os papéis de guardas e prisioneiros em uma prisão simulada. Entretanto, a situação saiu do controle e o estudo precisou ser interrompido depois de apenas seis dias. A experiência ficou marcada pelas discussões sobre os efeitos do poder, da pressão social e dos ambientes autoritários sobre o comportamento individual. A produção da Netflix recupera essa premissa, mas apresenta diferenças importantes. Ao contrário da pesquisa original, que contou exclusivamente com homens, o novo experimento inclui participantes de diferentes gêneros. Além disso, a série foi desenvolvida como um reality show de entretenimento, e não como uma investigação científica. O principal atrativo está em acompanhar como os participantes reagem às posições que recebem. Enquanto alguns podem acabar incorporando os comportamentos associados aos seus papéis, outros precisam decidir até que ponto estão dispostos a obedecer às regras estabelecidas. Com aproximadamente quatro horas e meia de duração total, O Novo Experimento de Aprisionamento de Stanford disponibiliza seus seis episódios de uma só vez na Netflix. A produção aposta na curiosidade sobre os limites da natureza humana para conquistar quem gosta de realities psicológicos e histórias envolvendo situações extremas. Victor Cierro Repórter da Tangerina, Victor Cierro é viciado em quadrinhos e cultura pop e decidiu que seria jornalista aos 9 anos. É cria da casa: antes da Tangerina, estagiou no Notícias da TV, escrevendo sobre filmes e séries. Ver mais conteúdos de Victor CierroTangerina é um lugar aberto para troca de ideias. Por isso, pra gente é super importante que os comentários sejam respeitosos. Comentários caluniosos, difamatórios, preconceituosos, ofensivos, agressivos, com palavrões, que incitam a violência, discurso de ódio ou contenham links vão ser deletados. Ainda não tem uma conta? Só o que vale o play Toda sexta-feira, no seu e-mail, as melhores dicas de filmes e séries para ver em casa