Após vencer prêmio internacional de IA, Draiven quer expandir atuação global, inclusive na América
23 Oct, 2026
A Draiven venceu o World Innovation, Technology and Services Alliance (WITSA) Global AI Awards 2026, realizado em Taipei (TWN) na categoria AI for Data. Agora, a empresa pretende expandir sua atuação para outros países da América, da Europa e da Ásia Ocidental. “Estamos estruturando essa presença de maneira gradual, buscando entender as características locais, construir relacionamentos e identificar oportunidades comerciais e de parceria”, explica Carlos Schmiedel, CEO da startup, em entrevista ao Mobile Time. Segundo ele, por ora, a companhia analisa os mercados com maior potencial de aderência à ferramenta. “Estamos considerando tanto oportunidades comerciais quanto potenciais parceiros”, afirma. Para financiar a expansão e otimizar a solução, a Draiven está se preparando para uma rodada seed. Schmiedel diz que a empresa já está em contato com fundos de investimento nacionais e internacionais. Criada no Brasil, a Draiven desenvolveu uma ferramenta baseada em inteligência artificial que auxilia na tomada de decisões empresariais a partir de informações corporativas, como dados de APIs, bancos de dados, ERPs e planilhas. A solução tem como diferencial não exigir a transferência ou o armazenamento dos dados em uma nova estrutura, pois se conecta diretamente às fontes de informação das empresas. Segundo a Draiven, o funcionamento da ferramenta é otimizado pelo uso de agentes especializados em contexto, acionados conforme a necessidade. “Isso permite concentrar capacidade computacional onde ela realmente agrega valor, buscando mais velocidade, eficiência de custos e precisão”, destaca Schmiedel. Além disso, a solução oferece recursos de auditabilidade, governança de dados e rastreamento do acesso e do uso dos conteúdos, conforme as necessidades da contratante. A Draiven foi fundada por Schmiedel, Carlos Pereira (COO) e Dhiogo Corrêa (CTO). Na época, os executivos identificaram a complexidade de transformar dados em decisões. “Nossa proposta é permitir que as pessoas conversem com os dados da própria empresa de forma simples, usando linguagem natural, sem precisar conhecer SQL ou depender de uma série de etapas técnicas para chegar a uma resposta”, diz o CEO. Hoje, a startup soma mais de 50 clientes. Esse número pode crescer, já que Magalu e Grupo Soma estão testando a solução. Além disso, a Draiven mantém parcerias com grandes empresas de tecnologia, como AWS, Google, Microsoft Azure e Nvidia. Foto: (da esquerda para a direita) Seth Way Kit, CEO da MyPocketDoc (Malásia), Maurício Honorato, CEO da Doutor-AI (Brasil), Carlos Schmiedel, CEO da Draiven, e Lucas Galvanini, diretor de operações internacionais da Draiven. Draiven/divulgação.