Pesquisadores da FMABC estão entre os 2% de cientistas mais influentes do mundo
17 Oct, 2026
Pesquisadores da FMABC estão entre os 2% de cientistas mais influentes do mundo Gabriel Laporta e Paulo Criado integram ranking internacional que mede o impacto da produção científica A ciência produzida no Grande ABC tem repercussão internacional. Os pesquisadores Gabriel Zorello Laporta, 44 anos, e Paulo Ricardo Criado, 60, do Centro Universitário FMABC (Faculdade de Medicina do ABC), estão entre os 2% de cientistas com maior impacto de citações do mundo, segundo a edição de 2026 do ranking Stanford/Elsevier. A classificação considera a repercussão de trabalhos acadêmicos em outras publicações científicas e reúne pesquisadores de diferentes países e áreas do conhecimento. Embora atuem em campos distintos, os dois têm em comum trajetórias marcadas pela investigação de problemas de saúde e pela colaboração com outros pesquisadores. Laporta estuda, principalmente, a relação entre ambiente, mudanças climáticas e doenças transmitidas por vetores, como dengue e malária. Criado, por sua vez, concentra parte importante de sua produção em doenças dermatológicas, incluindo urticária e vasculites. O levantamento utiliza dados da Scopus, base mantida pela editora científica Elsevier, e considera indicadores bibliométricos, entre eles as citações recebidas pelos trabalhos. A metodologia também permite avaliar os resultados sem contabilizar autocitações. Na área de Medicina Tropical, Laporta ocupa a 572ª posição entre 39.335 pesquisadores identificados pelo levantamento. O biólogo tem 86 publicações contabilizadas na base utilizada pelo ranking, conforme os dados divulgados pela instituição. Já Criado aparece na 1.014ª colocação entre 64.751 pesquisadores de Dermatologia e Doenças Venéreas, com 219 publicações consideradas. Ao falar sobre o reconhecimento no ranking, Laporta evita atribuir o resultado exclusivamente à própria trajetória. “É uma gratificação muito grande, principalmente poder representar a Faculdade de Medicina do ABC. No final das contas, nós estamos vinculados a um time de pessoas, porque a gente não faz nada sozinho. Tenho muitos colaboradores, pessoas que nos ajudam, alunos, outros professores e parceiros. É uma conquista compartilhada”, ressalta. Laporta também destaca o papel das instituições de ensino e pesquisa na formação de cientistas e na manutenção de projetos de longo prazo. Ao avaliar sua experiência no Brasil, diz que teve oportunidades importantes de formação e encontrou, na FMABC, condições para dar continuidade às investigações. A mesma emoção é compartilhada com Criado, que soube de sua presença na lista por meio de um colega também dermatologista. “Fiquei muito contente de ver que o que estamos produzindo aqui no Brasil está sendo lido mundo afora e citado em outros artigos. Não é uma questão de orgulho pessoal, mas de ver que o que a gente faz tem um sentido. Está sendo lido, utilizado e replicado”, relata O vínculo com a FMABC tem, para ele, um significado particular. Ex-aluno da instituição, Criado retornou como pesquisador e passou a integrar a produção científica desenvolvida no mesmo local onde iniciou a formação médica. Além da orientação e participa de atividade na graduação, com aulas teórico-práticas e discussões de casos clínicos com estudantes.