PF mira grupo que enviava drogas para SP em eletrodomésticos pela internet
15 Oct, 2026
Resumo O Ministério Público de São Paulo e a Polícia Federal fazem uma operação contra um grupo suspeito de esconder drogas em eletrodomésticos vendidos pela internet para enviar as encomendas a compradores na Grande São Paulo. Entenda ação Investigação aponta uso de empresa de fachada e plataforma de comércio eletrônico para despachar haxixe. A apuração indica que as drogas saíam do Sul do país e eram enviadas a São Paulo em encomendas com entorpecentes escondidos dentro de eletrodomésticos. Mandados são cumpridos em São Paulo, no litoral paulista e em três cidades do Sul do país. Ao todo, são 14 prisões temporárias e 15 buscas e apreensões na capital paulista, em São Caetano do Sul e Praia Grande, além de Palhoça (SC), Foz do Iguaçu (PR) e Pinhais (PR). Justiça paulista autorizou bloqueios e apreensões para tentar atingir o patrimônio do grupo. A Vara Estadual das Garantias de Organizações Criminosas e Lavagem de Bens, Direitos e Valores do Tribunal de Justiça de São Paulo determinou o bloqueio de contas bancárias de até R$ 5 milhões por investigado e de veículos ligados a pessoas físicas e jurídicas investigadas. Como o esquema foi identificado Apuração começou em setembro de 2025 após informações sobre entregas suspeitas a moradores de São Paulo. Segundo os investigadores, desde 2024 compradores recebiam dezenas de encomendas adquiridas online com drogas ocultas dentro de eletrodomésticos. Dados reunidos na investigação indicaram um padrão nas postagens e na origem das remessas. As encomendas teriam sido enviadas por uma mesma vendedora e postadas principalmente em Foz do Iguaçu, com cerca de 120 remessas suspeitas identificadas para três grupos de destinatários na Grande São Paulo. Relatórios financeiros apontaram movimentações incompatíveis com a renda declarada pelos investigados. As autoridades dizem que o dinheiro circulava em transferências fracionadas, saques em espécie e repasses rápidos para "laranjas" e empresas recém-abertas, com baixo capital social e sem atividade econômica real. Investigados podem responder por tráfico, organização criminosa e lavagem de dinheiro. O material apreendido vai ser analisado, e a investigação segue para identificar outros envolvidos e rastrear o patrimônio do grupo. Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL.