6 GHz: destinação integral para Wi-Fi renderia melhor impacto econômico, diz DSA
13 Oct, 2026
Um estudo realizado pela Dynamic Spectrum Alliance (DSA) afirma que a destinação integral da faixa de 6 GHz para uso não licenciado geraria um impacto econômico positivo de US$ 689,18 bilhões para o Brasil em dez anos. Por outro lado, a divisão da faixa com serviços móveis, como está desenhado no momento, renderia US$ 447,15 bilhões, informa o mesmo estudo. Os dados foram incluídos em manifestação enviada pela DSA para a Anatel, no contexto das consultas públicas referentes ao uso da faixa de 6 GHz. “A manutenção da destinação de toda a faixa de 6 GHz para uso não licenciado é fundamental para a implantação e o desenvolvimento ideais de tecnologias sem fio avançadas, como o Wi? Fi 7 e o futuro Wi? Fi 8, essenciais para suportar aplicações que exigem altíssimas taxas de transmissão de dados e baixíssima latência, ampliando a conectividade de banda larga no Brasil. Essas aplicações dependem das capacidades proporcionadas pela totalidade da faixa de 6 GHz para Wi? Fi, incluindo um maior número de canais de alta largura de banda, além de novos recursos avançados que promovem o uso mais eficiente do espectro em ambientes internos e externos”, argumenta a DSA 6 GHz e uso oportunístico No mesmo documento, a entidade defende que, caso seja mantida a divisão da faixa, que pelo menos seja permitido o uso compartilhado da metade destinada ao mobile. Seria o chamado uso oportunístico, também proposto pela Abrint, conforme adiantado por Mobile Time na semana passada. A frequência poderia ser utilizada por equipamentos de Wi-Fi 6E e Wi-Fi 7 enquanto não for ocupada pelo sinal das operadoras móveis. Um sistema de gerenciamento automático de frequências (AFC) poderia organizar o uso do espectro, da mesma forma como fará para evitar interferência do Wi-Fi em ambientes externos na metade de baixo da faixa, destinada ao uso não licenciado. A Anatel decidiu que a faixa de 5.925 MHz a 6.425 MHz será destinada ao uso não licenciado (Wi-Fi) e parte de 6.425 MHz a 7.125 MHz ficará para uso licenciado (telefonia celular). É esperado que a faixa de 6 GHz seja usada no futuro para as redes móveis 6G.