Flamengo faz protesto na camisa por proibição das bets no Brasil

admin
8 Oct, 2026
O Flamengo realizou um protesto contra a Medida Provisória que proíbe casas de apostas no Brasil. O Rubro-Negro entrou em campo nesta quinta-feira (8), contra o Santos, na Vila Belmiro, pela 29ª rodada do Brasileirão, com a frase "proibir não é proteger" estampada na camisa. A mensagem foi colocada no mesmo espaço do patrocinador máster, que antes era ocupado pela Betano. Leia mais: Flamengo monitora zagueiro convocado por Ancelotti para Seleção A ação faz parte de uma série de protestos programados para a 29ª rodada do Brasileirão, a primeira desde a implementação da Medida Provisória. Empresas ligadas à Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) e ao Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR) cederam o espaço nas placas para o manifesto. Ao longo dos jogos, as mensagens se alternam. A Medida Provisória nº 1.394/2026 proíbe em todo o território nacional a exploração, a oferta, a intermediação e a publicidade de apostas de quota fixa (as chamadas bets), abrangendo tanto apostas esportivas quanto jogos de cassino online em ambientes físicos e virtuais. Os clubes tinham até às 23h59 (de Brasília) do dia 5 de outubro para retirar qualquer alusão dos uniformes. Leia mais: Joaquín Freitas aproveita Data Fifa para se adaptar ao Flamengo Os sites e aplicativos de apostas começaram a ficar indisponíveis e sair do ar no Brasil a partir da última terça-feira (6). O prazo para os apostadores resgatarem voluntariamente seus dinheiros diretamente nas plataformas encerrou-se às 23h59 desta última segunda (5). Entre 9 e 14 de outubro de 2026, os saldos que não foram retirados a tempo serão devolvidos aos titulares por meio dos bancos operadores. Os clubes brasileiros tentam reverter ou suavizar os impactos da Medida Provisória. Flamengo, Botafogo, Fluminense, São Paulo e outros clubes entraram com uma liminar junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) e aguardam a decisão do ministro Luiz Fux. Os clubes argumentam que a suspensão abrupta fere o princípio da segurança jurídica e pedem um período de transição para cumprir os calendários comerciais e esportivos.