Médico do Samu orienta sobre cuidados para evitar afogamentos

admin
7 Oct, 2026
3–5 minutos Mesmo diante da dor inexplicável de perder uma filha tão pequena, um pai encontrou forças para transformar o próprio sofrimento em um pedido de cuidado e prevenção. Em meio às lágrimas e à tristeza, ele escolheu também pensar em outras mães, outros pais e outras crianças. Seu pedido é para que a informação chegue às famílias, para que os cuidados sejam reforçados e para que, de alguma forma, outras vidas possam ser protegidas. Uma menina de apenas um ano e três meses tornou-se, na tarde de terça-feira (6), uma estrela no céu. Em Toledo, a pequena partiu cedo demais e deixou uma família que agora precisará aprender a conviver com uma ausência impossível de explicar. O motivo da partida foi um afogamento. Diante da tragédia, o médico do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) Dr. Sandro Eduardo Nogueira Farias reforça a importância da prevenção, especialmente quando há crianças pequenas em casa. “Piscina com criança pequena, sozinha, não combina. As piscinas devem estar protegidas em todas as casas que tiverem uma criança. Que essa piscina esteja cercada ou que as portas estejam trancadas. O objetivo é que a criança não consiga ter acesso à piscina”, orienta. Acompanhe nossa página do Jornal do Oeste no Instagram Entre no canal de notícias do Jornal do Oeste no Telegram Mantenha-se atualizado no grupo de WhatsApp do Jornal do Oeste Farias explica que acidentes como esse podem acontecer de maneira rápida e inesperada. Por isso, segundo ele, a prevenção deve ser o primeiro cuidado. “O cuidado começa com a prevenção. Assim conseguimos evitar os acidentes de afogamento”. COMO PROCEDER – O médico também orienta sobre como agir diante de uma emergência. “Quando esses acidentes acontecem, a primeira ação é retirar a criança da piscina. Na sequência, acione o Serviço de Urgência e, se possível, comece as manobras cardíacas. As manobras são importantes, pois quanto mais rápido elas são executadas, mais benefícios podem trazer para a vida desse paciente”, explica. Farias salienta ainda que, mesmo em um momento de desespero, é importante buscar ajuda o mais rapidamente possível. “Acione o Serviço Móvel de Urgência, que, no caso, é o Samu. Ou até mesmo os populares, caso a pessoa não tenha acesso a um telefone ou não esteja em condição de fazer a ligação. Solicite apoio de pessoas próximas ou de vizinhos”. PARA A CASA DO PAI – Ao falar sobre o atendimento realizado na ocorrência, o médico destaca a preparação e o empenho das equipes do Samu. “Não quero defender o serviço, ao qual presto atendimento, mas ele é um serviço excelente. Muitas vezes, a equipe vai conseguir salvar a vida e, outras vezes, não. Entendemos que a vida pertence a Deus”. Farias afirma que as equipes são capacitadas e treinadas para atuar em situações de emergência e lutar pela vida. “Em alguns momentos, as vidas serão salvas; em outros, as vidas irão voltar de onde vieram, que é para a casa do Pai”. Conforme o médico, o atendimento ocorreu de maneira rápida. “A partir do momento em que somos acionados, nós temos o tempo de resposta e nos deslocamos em código três. Neste código, nós temos a preferência pela estrada. Assim, conseguimos chegar o quanto antes”. Na tarde de terça-feira, a equipe do Samu, composta por uma ambulância e duas motolâncias, foi mobilizada para atender à ocorrência. “Ao chegarmos no endereço da ocorrência, nos deparamos com a criança em parada cardíaca. Nós somos preparados e treinados para poder executar as manobras”. O médico explica que o protocolo recomenda cerca de 40 minutos de tentativas de reanimação. Naquele momento, porém, diante da situação, as manobras foram prolongadas por aproximadamente 1h20, na esperança de salvar a pequena menina. Foram longos minutos de luta pela vida. Enquanto os profissionais faziam tudo o que estava ao alcance para tentar reverter o quadro, uma família, amigos e vizinhos aguardavam, em meio a fé e à angústia, por um desfecho que pudesse trazer de volta a criança que tanto amava. Orações foram realizadas. Infelizmente, a pequena não resistiu. Acompanhe nosso canal de notícias do Jornal do Oeste no YouTube Siga nosso canal do Jornal do Oeste no TikTok Curta nossa página do Jornal do Oeste no Facebook Que a partida tão precoce dessa pequena menina possa, ao menos, servir como um alerta. Que sua história leve informação às famílias, reforce a importância da prevenção e ajude a evitar que outras crianças sejam vítimas de acidentes que podem acontecer em questão de segundos. O JORNAL DO OESTE manifesta os mais sinceros sentimentos à família e aos amigos neste momento de profunda dor. Que encontrem forças para enfrentar a ausência e guardar, com amor, as lembranças da pequena que partiu cedo demais. Da Redação TOLEDO