Carros elétricos usados têm menos falhas que modelos a combustão, diz pesquisa
1 Oct, 2026
Carros elétricos usados têm menos falhas que modelos a combustão, diz pesquisa Estudo feito no Reino Unido com 47,4 milhões de inspeções indica que veículos a bateria são mais confiáveis com alta quilometragem, mas traz alerta sobre pneus e freios Um levantamento realizado no Reino Unido aponta que carros elétricos usados com alta quilometragem apresentam menor índice de falhas graves do que modelos equivalentes a gasolina ou a diesel. A análise foi encomendada pela Associação Britânica de Locação e Arrendamento de Veículos (BVRLA) e conduzida pela consultoria New AutoMotive com base em dados de 47,4 milhões de Inspeções Técnicas Veiculares (MOT). O estudo focou em veículos entre três e oito anos de uso — a faixa principal do mercado de usados. Em modelos com rodagem entre 145.000 km e 193.000 km, a taxa de reprovação dos elétricos foi de 16,5%, contra 22,1% dos veículos a combustão. O resultado representa um índice 25% menor de problemas nos automóveis a bateria. Simplicidade mecânica garante durabilidade aos elétricos Segundo os especialistas da pesquisa, a simplicidade mecânica do motor elétrico é o fator determinante para a estabilidade no longo prazo. O menor número de partes móveis reduz a probabilidade de quebras conforme o veículo envelhece. Apesar dos dados positivos, o levantamento traz uma ressalva. As inspeções obrigatórias no Reino Unido avaliam itens de segurança — como suspensão, direção, iluminação e estrutura —, mas não analisam a degradação e a capacidade de carga da bateria. Pneus e freios mais desgastados Outro ponto de atenção envolve o desgaste de componentes periféricos. Os veículos elétricos registraram quase o dobro de defeitos em pneus na comparação com os modelos a combustão. O peso elevado do conjunto de baterias e o torque instantâneo são os vilões que aceleram a deterioração dos compostos. Além disso, nos elétricos com menor rodagem, os freios apresentaram índices expressivos de reprovação. Como esses modelos priorizam o sistema de frenagem regenerativa para desacelerar, os discos e pastilhas de fricção são menos acionados, tornando-se suscetíveis à oxidação por falta de uso.