EA Sports FC 27 traz boas novidades que estão anos atrasadas no mercado

admin
29 Sep, 2026
EA SPORTS FC 27 - Review Alto investimento no Ultimate Team se repete, mas com espaço para o desenvolvimento de outros modos Uma das franquias mais queridas do Brasil acaba de lançar seu novo título. EA Sports FC 27 dá sequência aos famosos jogos de futebol da EA. Dessa vez a empresa trouxe diversas novidades para o seu título de futebol, muitas delas chegando para os modos offline, que há tempos precisavam de um upgrade para os fãs. O Ultimate Team continua sendo o carro-chefe da franquia e, principalmente, o pote de ouro no final do arco-íris para a empresa. De toda forma, já podemos adiantar que as novas ideias não são tão inovadoras assim, afinal diversas delas são recicladas de outras franquias, como o NBA2K e o Football Manager. The Grounds chega com mais de uma década de atraso Depois de muitos anos, a EA traz um mundo aberto para os fãs do game. Intitulado The Grounds, o modo provoca um universo interativo com diversos minigames e partidas rápidas para os jogadores interagirem online. A ideia é muito boa, mas nada inovadora, considerando que a 2K realiza o mesmo conceito desde 2014 com o MyPark, que evoluiu para Neighborhood (NBA2K18 - NBA2K20) e depois finalmente chegou ao The City, que permanece até hoje na principal franquia de basquete dos videogames. Este atraso, que supera uma década, acaba prejudicando a experiência do modo, que ainda precisa ser polida e parece muito amadora em comparação ao universo criado pela 2K. O NBA2K18, ao introduzir o Neighborhood, já entregava um espaço muito mais complexo e vivo. Nos jogos 2x2, 3x3, Rush e nos minigames, sinto que há muito a melhorar. Um bug bizarro aconteceu comigo durante o Rush (modo que simula uma partida society 5x5): de repente, outra partida começou a acontecer no mesmo campo, e assim tivemos 10 jogadores fantasmas atrapalhando visualmente a partida que já acontecia com outros 10. Ainda assim, é um modo interessante e que pode ser divertido se você souber aproveitar. Alguma parte de mim queria muito gostar do The Grounds, mas não foi o caso. Sinto que a minha versão de 17/18 anos, que vivia no NBA2K com os amigos, teria amado esse modo. Talvez eu não seja mais o público-alvo, mas tenho minhas dúvidas se esse modo fará sucesso por conta dos erros técnicos e do pouco que entrega para a experiência do usuário. Ultimate Team não é um modo para casuais e nem deveria ser A cada ano que passa, a EA cria mecanismos que amplificam a experiência do Ultimate Team. A evolução constante do Fut Champions, dos Desafios de Montagem de Elenco, do modo Rush, do Rivals e assim por diante faz com que o jogador fique ainda mais preso dentro do game e invista muito tempo e dinheiro no modo competitivo. Se você quiser ser casual jogando UT, é quase impossível, pois em poucas semanas você estará com um elenco muito ultrapassado. Para uma experiência ampla, é necessário acumular de 500 a 1000 horas ao longo da vida útil do jogo. Nos próximos parágrafos, vou detalhar algumas das novidades que mais curti no modo e sinto que afetará positivamente os jogadores mais assíduos. Neste início do jogo, a curva de evolução das cartas realmente parece mais devagar, o que é ótimo, pois aumenta a vida das cartas ouro que, em títulos anteriores, estavam em sua maioria ultrapassadas em duas semanas. Para além disso, o grid do menu parece mais prazeroso com novas maneiras de realizar os DMEs, pois, além de montar os elencos da forma clássica, alguns desafios pedem para trocar diversos jogadores até atingir um certo número de pontos que estão previamente definidos de acordo com o overall das cartas. Mais uma adição bacana é a Galeria – local em que o jogador coleciona todas as cartas tiradas em pacotes ou compradas no mercado e pode completar objetivos para novas recompensas. A gameplay competitiva agrada o jogador de Ultimate Team, porém, com certeza desagrada o fã do modo offline, que poderá jogar o modo carreira com a gameplay autêntica — falarei mais tarde sobre. Uma coisa é certa: nunca mais teremos um jogo equilibrado que busque partidas mais reais, como 1 a 0; 2 a 1, pois, atualmente, o UT é feito para jogos 5 a 4; 6 a 3 e assim por diante. Não existe meio-campo, é tudo na base da transição rápida — que já era a forma de ataque mais utilizada no título passado e, com as novas mecânicas de infiltração, está ainda mais forte. Modo Carreira empolga com novas mecânicas nada inovadoras O modo Carreira é outro modo cheio de novidades, que não são tão novas assim… A EA reformulou todo o sistema de negociações de contrato e gerenciamento de elenco, contudo essas funções me lembraram muito uma versão pocket de como funciona o Football Manager. Ainda assim, eram mudanças mais do que necessárias para manter a comunidade offline ativa no game. Para além do gerenciamento, o jogador pode escolher entre duas gameplays: competitiva e autêntica. Na primeira, a experiência será muito próxima do que os jogadores experienciam no Ultimate Team – um jogo rápido e de forte transição. Muito provavelmente, a base de usuários terá preferência pela jogabilidade autêntica, que busca simular um pouco mais a experiência de futebol real. A jogabilidade ainda está longe do ideal e distante dos FIFA 13 e 14, que caminhavam para um lado mais simulador; porém, em poucos updates, esta gameplay deve satisfazer os jogadores que buscam se aventurar no modo carreira. O Veredicto Absolutamente nenhuma novidade do game é realmente algo novo para os fãs; as mecânicas e modos já são conhecidos em outras franquias esportivas. Ainda assim, o game segue na direção correta após muitos anos perdidos. O Ultimate Team continua como o grande carro-chefe da franquia e agradará os jogadores. Dessa vez, a EA também investiu no desenvolvimento de outros modos, o que é positivo para os fãs do game.