As famosas bandas dos anos oitenta que Joey Ramone colocou no mesmo saco e chamou de "merda"

admin
29 Sep, 2026
As famosas bandas dos anos oitenta que Joey Ramone colocou no mesmo saco e chamou de "merda" Por Bruce William Postado em 29 de setembro de 2026 Joey Ramone nunca enxergou o punk apenas como um estilo musical. Para ele, a palavra tinha muito mais a ver com atitude, individualidade e recusa em seguir o que todo mundo estava fazendo. Talvez por isso sua paciência com boa parte do rock comercial dos anos oitenta fosse praticamente nenhuma. Em entrevista concedida no Japão em 1988 e publicada no The Tapes Archive, Joey foi perguntado sobre o estado da música naquele momento. Primeiro lembrou dos anos 60, quando, em sua visão, os artistas tinham identidades muito próprias. Depois veio a comparação nada gentil: "Hoje não é nada parecido com aquilo. Todo mundo é tipo White Lion, Poison e Bon Jovi, e toda essa merda, em grande parte." O entrevistador então perguntou o que, exatamente, havia de tão ruim nessas bandas: "Não há nada inteligente. Não há nada empolgante. Não há nada único nisso." Para ele, o rock havia perdido parte da rebeldia que o tornara especial. Na mesma conversa, também reproduzida na Far Out, Joey dizia que punk significava não querer se conformar, não querer ser igual a todo mundo e seguir princípios próprios mesmo quando isso significasse ir contra as regras. Nesse sentido, considerava até Elvis Presley, Jim Morrison e Iggy Pop como punks. A bronca com o rock oitentista não era novidade. Quatro anos antes, ao ser perguntado sobre nomes como Duran Duran, Joey havia chamado aquele cenário de "besteira", "lixo" e "música de elevador". Curiosamente, naquela mesma entrevista ele via a MTV com algum otimismo, por acreditar que o canal poderia aproximar diferentes regiões dos Estados Unidos musicalmente. Isso não significava que Joey rejeitasse qualquer coisa popular. Ele fazia questão de dizer que os próprios Ramones eram comerciais "sem tentar ser comerciais", e citava David Byrne e David Bowie como artistas que admirava justamente por parecerem únicos. Para ele, sucesso nunca foi o problema; parecer fabricado para alcançar esse sucesso, sim. White Lion, Poison e Bon Jovi acabaram virando o exemplo mais fácil daquela irritação. Não porque Joey achasse que o rock precisava soar como os Ramones, mas porque, aos seus ouvidos, aquelas bandas pareciam pertencer a uma mesma fórmula - justamente o contrário daquilo que ele entendia como espírito punk. Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps