Bruno Guimarães admite dor por pênalti perdido na Copa e avisa: “Bateria de novo mil vezes”
23 Sep, 2026
Quase três meses depois da eliminação do Brasil na Copa do Mundo de 2026, Bruno Guimarães ainda sente as dores do pênalti desperdiçado contra a Noruega. Nesta quarta-feira (23), em Brisbane, na Austrália, o meio-campista falou detalhadamente pela primeira vez sobre a cobrança nas oitavas de final e afirmou que, apesar da frustração, voltaria a assumir a responsabilidade pela Seleção Brasileira. O lance aconteceu aos 13 minutos do primeiro tempo, quando o jogo ainda estava empatado sem gols. Após Matheus Cunha sofrer a penalidade, Bruno cobrou no canto direito, mas parou no goleiro Örjan Nyland. A Noruega venceu por 2 a 1 e eliminou o Brasil. "O sentimento é muito ruim. Perder um pênalti faz parte do futebol, mas a gente nunca está pronto para isso acontecer", afirmou o jogado do Arsenal, durante coletiva realizada em Brisbane, na Austrália. "É uma ferida, é uma cicatriz muito recente que ainda me magoa", seguiu. O volante também ressaltou que derrotas como a sofrida diante dos noruegueses fazem parte do processo de desenvolvimento de um jogador. Segundo ele, o caminho agora é utilizar o episódio como aprendizado e seguir trabalhando para o novo ciclo. "A gente aprende muitas vezes com a vitória, mas normalmente a gente aprende com a derrota, com o que não deu certo", frisou. Apesar das más lembranças, Bruno descartou a possibilidade de evitar uma nova cobrança pela Seleção. Ele admitiu ter sofrido bastante nos dias seguintes à eliminação, mas reforçou que não existe possibilidade de alterar o que aconteceu no Mundial e que sua atenção precisa estar direcionada para o futuro. "Se tivesse outro pênalti, eu bateria de novo. Mil vezes, se tiver que fazer", pontuou. Outro assunto abordado foi a participação de Vinicius Junior no momento da cobrança. Após a eliminação, houve questionamentos sobre o motivo de Vini não ter batido o pênalti. Bruno explicou que não houve decisão improvisada dentro de campo: Carlo Ancelotti já havia determinado antes da partida quem seria o cobrador brasileiro caso a Seleção tivesse uma penalidade. "O Vini não era quem tinha que bater o pênalti, era eu. Foi o que foi delegado", revelou. O meio-campista lamentou que Vini Jr. tenha sido alvo de críticas pelo episódio e assumiu novamente a responsabilidade pelo desperdício. CONTINUIDADE COM ANCELOTTI Bruno Guimarães também comentou a decisão de manter Carlo Ancelotti no comando da Seleção após a eliminação na Copa. O jogador defendeu maior estabilidade no novo ciclo e lembrou que o Brasil teve diversas mudanças de treinador entre os Mundiais de 2022 e 2026. Na avaliação do volante, a continuidade do italiano pode ajudar na construção da equipe para os próximos anos. Aos 28 anos, Bruno soma 48 partidas pela Seleção e aparece agora entre os integrantes mais experientes da convocação. O volante disse que passou a assumir também a função de ajudar os nove estreantes chamados para a Super Data Fifa. O Brasil enfrenta a Austrália nesta sexta-feira (25), às 7h de Brasília, em Townsville. As seleções voltam a se encontrar no dia 29, em Brisbane. A programação termina no dia 3 de outubro, contra a Índia, em Calcutá.