Após chuva e atraso, Avenged Sevenfold fecha noite mais pesada do festival

admin
6 Sep, 2026
Após chuva e atraso, Avenged Sevenfold fecha noite mais pesada do festival Resumo Nem o atraso desmobilizou o público que esperava pelo Avenged Sevenfold. Depois de enfrentar chuva ao longo do segundo dia do Rock in Rio, neste sábado (5), a plateia ainda precisou esperar cerca de meia hora além do previsto para ver a banda americana subir ao Palco Mundo. Quando finalmente entrou em cena, porém, o grupo entregou o que se esperava dele: riffs pesados, fogo no palco e um repertório construído em torno dos principais clássicos da carreira. O início foi seguro, escorado em músicas de três dos discos mais populares da banda: "Avenged Sevenfold" (2007), "Nightmare" (2010) e "Hail to the King" (2013). A exceção foi "Magic", single lançado em 2025 e que ainda não pertence a nenhum álbum. Mais tarde, veio "The Stage" e "A Little Piece of Heaven", músicas que não vinham sendo tocadas na turnê. Antes do show, a relação entre as bandas que compunham a programação do dia também virou assunto. M. Shadows, vocalista do Avenged Sevenfold, lembrou que os artistas do line-up são amigos e pediu que os fãs não transformassem a disputa musical em briga nas redes sociais. A fala ganhou um contexto particular diante da reação provocada horas antes pela apresentação de Machine Gun Kelly no Palco Mundo. O cantor, que levou seu pop punk ao festival, não foi bem recebido por parte dos fãs do Avenged Sevenfold que ocupavam a frente do palco à espera dos americanos. A questão foi logo para as redes sociais, onde fãs se debateram para saber quem merecia o posto de headliner no dia mais pesado do festival. Fato é que foi Avenged quem animou a plateia até o final, num dia em que a chuva não foi capaz de diminuir a disposição do público. O Sepultura abriu o Palco Mundo com uma roda punk que já anunciava o tom da programação. Depois de passar por tantas edições do festival, a banda voltou ao Rock in Rio em sua turnê de despedida, transformando a apresentação em mais um capítulo de sua longa história no evento. O repertório privilegiou a fase com Derrick Green nos vocais, deixando de fora músicas como "Roots Bloody Roots" e "Refuse/Resist". A pancadaria continuou com o Bring Me The Horizon. Oli Sykes fez de tudo no palco: disse que tinha CPF e pix, e chamou um fã vestido com a camisa do Brasil para cantar. O show foi bastante elogiado pelo público por apresentar uma estética de videogame - hipnotizante e violento. Bad Omens veio na sequência com seu metalcore, apostando em músicas que ganharam força no TikTok. Poppy também encontrou espaço nesse cenário. A cantora, uma espécie de diva do dia mais pesado, protagonizou um dos momentos mais curiosos da programação ao fazer o público participar de uma "remada viking" na plateia. Nem todos tiveram essa mesma resposta. Machine Gun Kelly levou seu pop punk ao Palco Mundo, mas não conseguiu provocar a mesma conexão com o público que ocupava a frente do palco à espera do Avenged Sevenfold. No Supernova, uma das surpresas do dia veio com MC Taya. A cantora levou ao palco uma mistura de funk e metal e ainda incorporou a cultura dos bate-bolas do Carnaval do Rio à apresentação. Black Pantera, por sua vez, berrou contra o racismo e pediu o fim da escala 6x1. No Espaço Favela, Major RD transformou a apresentação em uma espécie de confirmação de que a curadoria acertou ao colocá-lo na programação. Com os pais na plateia, chorando durante o show, o rapper incendiou e propôs à plateia abrir a "maior roda do Rock in Rio". Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL.