F1: Com pior motor, Ferrari pode repetir estratégia de Silverstone em Monza

admin
3 Sep, 2026
Resumo O Grande Prêmio da Itália, que será disputado neste final de semana em Monza, é um dos mais importantes da temporada para a Ferrari. Mas a escuderia italiana, que tem o pior motor a combustão da Fórmula 1, pode tentar mudanças que já deram certo antes para não fazer feio em sua corrida em casa, como explicou a colunista Julianne Cerasoli no Pole Position, programa do Canal UOL. Monza é uma pista com predominância das retas longas, algo que dificulta o motor pouco potente da Ferrari. Os italianos contarão com mais uma atualização do ADUO — mecanismo regulatório criado pela FIA para reduzir o déficit de desempenho em motores a combustão —, mas ainda não deve ser algo suficiente para aguentar as retas da pista italiana. Por isso, a Ferrari pode apostar em uma estratégia que já fez em Silverstone, corrida que também conta com retas longas — na Inglaterra, a escuderia venceu com Charles Leclerc, enquanto Lewis Hamilton também terminou no pódio. Em Silverstone, eles conseguiram configurar o carro de um jeito que ele funcionou bem mesmo sendo uma pista com um monte de reta. Com ou sem ADUO, a Ferrari tem o pior motor a combustão da Fórmula 1. Não é esperado que seja um grande passo de atualização. Como a Ferrari pode ter duas atualizações esse ano e duas ano que vem, eles colocaram o programa direcionado para o ano que vem e terão mudanças significativas em 2027. As duas atualizações desse ano — a primeira foi na Áustria e quase ninguém viu diferença. Agora tem essa segunda atualização, que deve ser em um nível parecido. Não é de se esperar que a Ferrari chegue no GP da Itália com um motorzão. Acontece que o carro da Ferrari é muito bom [tirando o motor], é muito eficiente. O que eles podem fazer? Eles conseguem tirar downforce do carro sem que ele sofra muito. Com isso, eles também conseguem ter menos arrasto nas retas -- eles ganham velocidade de reta sem precisar de motor, mas de maneira aerodinâmica. Foi isso que conseguiram fazer em Silverstone. Julianne Cerasoli, no Pole Position, programa do Canal UOL Para fazer tal estratégia, a principal mudança deve ser no assoalho, área mais importante quando se trata de downforce do carro. Com as possíveis "novidades", a Ferrari busca se aproximar cada vez mais da Mercedes, que está perto do limite do teto de gastos e não deve ter grandes atualizações até o final do ano. Para Monza, o líder do campeonato Kimi Antonelli ainda deve contar com punições por troca de peças do carro e largar do fundo do grid. Hoje em dia, todo mundo usa o modo reta, é como se tivesse DRS em todas as voltas. Então aquela coisa que a gente via antes em Monza, de todo mundo com uma asa traseira bem pequena, não faz mais tanto sentido, porque tem o modo asa o tempo todo. O que a Ferrari fez em Silverstone foi mudar a configuração do assoalho, mas não precisa ser um novo. O assoalho tem peças que você pode usar ou não, e funcionou bem. Vai ser o suficiente para Monza? Monza é diferente de Silverstone. Em Silverstone, com o carro da Ferrari sendo muito bom, eles estavam ganhando muito no último setor, quando tem as curvas mais lentas. Ganhavam três décimos em cima de todo mundo ali. Mas isso não existe em Monza. Então tenho minhas dúvidas se vão conseguir compensar essa falta de potência do motor que ainda vai existir mesmo com o ADUO. Julianne Cerasoli Veja o episódio do Pole Position na íntegra Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL.