Grupo Ofá leva ancestralidade, música e saberes afro-brasileiros ao MAM Bahia em programação gratuita
2 Sep, 2026
Após dividir o palco com Anitta em Salvador durante a Equilibrivm Tour, o Grupo Ofá apresenta, nos dias 12 e 13 de setembro, o projeto “Ofá no MAM”, no Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM-BA). A programação reúne show, oficinas e roda de conversa, com todas as atividades gratuitas e classificação livre. A programação começa no sábado (12), às 9h, com uma oficina de dança afro conduzida pela cantora, artista e bailarina Luciana Baraúna. A atividade propõe uma aproximação com fundamentos ancestrais, simbologias, ritmos e movimentos tradicionais, além de estimular a troca de conhecimentos e a vivência coletiva por meio do corpo. Na sequência, às 10h, Iuri Passos, integrante do grupo, alabê, mestre tradicional, músico, pesquisador e professor da Universidade Federal da Bahia (UFBA), conduz uma oficina de atabaque. O encontro aborda ritmos e toques tradicionais e destaca o papel dos instrumentos como elementos de expressão cultural e espiritual nas tradições de matriz africana. Às 11h, o público participa do seminário e roda de conversa “Ofá: Caminhos e Trajetória”. Integrantes do grupo compartilham histórias, experiências e desafios vivenciados ao longo dos anos, em uma conversa sobre ancestralidade, música, identidade e os caminhos construídos desde a formação do coletivo. O projeto segue no domingo (13), às 16h, com um show e participação especial da cantora, compositora e pesquisadora Ilessi, doutora em Música pela UNICAMP e professora de Canto Popular na Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB). Com seis álbuns lançados, a artista já desenvolveu trabalhos e dividiu palcos com nomes como Alaíde Costa, Guinga, Cátia de França, Toninho Horta, Toquinho, Paulo César Pinheiro e Esperanza Spalding. Para Iuri Passos, a proposta do “Ofá no MAM” é ampliar esse encontro entre tradição e diferentes públicos. “A proposta deste projeto é aproximar o público das tradições afro-brasileiras por meio da música, da dança, da percussão e da troca de saberes. Buscamos também ampliar o diálogo do museu com comunidades negras, quilombolas e de matriz africana, além de estudantes, pesquisadores, turistas e demais interessados em arte, cultura e ancestralidade”, destaca. Segundo ele, o evento também se conecta à própria trajetória do coletivo, que tem origem no Terreiro do Gantois, um dos importantes territórios de tradição afro-brasileira de Salvador. Foi a partir desse espaço de ancestralidade que o grupo desenvolveu uma pesquisa artística voltada à música e às tradições de matriz africana, construindo um caminho que ultrapassou os limites dos terreiros e chegou a diferentes públicos e palcos do país. Ao longo da carreira, foram lançados três álbuns, além de participações em projetos com nomes de destaque da música popular brasileira. O grupo também recebeu indicação ao Grammy Latino e realizou apresentações em diferentes capitais brasileiras. Mais recentemente, a trajetória ganhou um novo capítulo com a participação ao lado de Anitta durante a passagem da Equilibrivm Tour por Salvador. O coletivo integrou a apresentação de “Contemplação”, parceria que faz parte do álbum EQUILIBRIVM II e aproxima a artista de referências da cultura afro-brasileira. Siga o @bnhall_ no Instagram e fique de olho nas principais notícias.