Jogadora campeã do mundo causa polêmica ao fechar com clube saudita
30 Aug, 2026
Resumo O recente acerto da atacante espanhola Esther González com o Al Qadsiah, da Arábia Saudita, gerou surpresa aos torcedores do Gotham FC, campeão da liga norte-americana, e críticas da comunidade LGBTQIA+. Esther, de 33 anos, é um dos nomes mais reconhecidos do futebol feminino. Campeã da Copa do Mundo de 2023, ela teve importante passagem pelo Real Madrid, da Espanha, e foi campeã nacional em duas das três temporadas em que esteve no clube dos Estados Unidos. Transferência polêmica A polêmica em torno da ida para o Al Qadsiah começa ainda em julho. À época, Gotham FC e Esther anunciaram a rescisão do contrato, que ia até 2027, de maneira amigável, sob a alegação de que a jogadora "se afastaria temporariamente do futebol para tratar de assuntos pessoais na Espanha". A atacante fez elogios ao clube e recebeu apoio da torcida. Menos de um mês após o emotivo adeus, porém, ela foi anunciada como reforço do clube árabe — vínculo até 2027 com opção de renovação por mais uma temporada. Segundo apuração da Sports Illustrated, "o Gotham não esperava que Esther assinasse com outro clube tão cedo", e o episódio causou estranheza também em ex-companheiras. O "The Guardian" apontou que a movimentação no mercado levantou questionamentos sobre se era possível que González tenha enganado o clube norte-americano para se livrar do contrato que iria até 2027. Além disso, salientou que, com a rescisão, o Gotham FC perdeu a chance de conseguir uma quantia com a uma possível venda, lembrando que o Orlando Pride embolsou US$ 500 mil (em torno de R$ 2,5 milhões) pela ida da brasileira Adriana para o Al Qadsiah, em janeiro de 2025. O jornal inglês aponta ainda um fator que pode ter pesado para a saída de González. O Gotham, pouco antes, havia acertado com Sam Kerr, outra atacante veterana. Yael Averbuch West, executiva de futebol do clube, chegou a citar a possibilidade delas atuarem juntas. Em meio às contratações nesta última janela, o "The Guardian" lembra que a espanhola poderia não receber o aumento pretendido, uma vez que a liga norte-americana tem um teto salarial. Fotos apagadas A transferência desperta ainda mais críticas pelo fato de Esther González ter acertado com um clube da Arábia Saudita, país que tem diversos relatos de abusos contra mulheres, e onde as relações entre pessoas do mesmo sexo são ilegais e punidas por lei. A atacante é casada com Estefanía Cruz, que recentemente deu à luz a filha do casal. Após o anúncio do acerto com o Al Qadsiah, Esther retirou das redes sociais fotos ao lado da esposa e da filha, o que aumentou ainda mais reprovação por parte da comunidade LGBTQIA+. Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL.