Conexão Rússia: Flamengo vê novelas no mercado da bola passarem pelo país
26 Aug, 2026
Resumo Os caminhos do Flamengo na janela de transferência passam pela Rússia. A diretoria tem lidado com o jeitão dos cartolas russos em um cenário nada simples, que trava saídas e chegadas no elenco rubro-negro. O Fla já viveu a frustração de não avançar junto ao Zenit pela contratação de Luiz Henrique. Ao mesmo tempo, viu a saída de Everton Cebolinha rumo ao Krasnodar ser travada. O cenário aberto da vez envolve o desejo do Dínamo Moscou de contar com Gonzalo Plata. Além de se tratar de um jogador bem mais utilizado pelos treinadores recentes do Fla e titular na Libertadores, o clube quer receber à vista. Mas isso ainda não foi acertado com os russos. O mercado russo, apesar de ter ficado à margem da elite europeia após a guerra com a Ucrânia, é um destino costumeiro de jogadores brasileiros e outros sul-americanos, como um todo. É também uma liga que ainda paga salários atraentes para jogadores que já ganham bem no futebol brasileiro. Cebolinha, cujo contrato com o Fla acaba em dezembro, é um caso. Foi com o próprio Dínamo Moscou que o Flamengo acertou a contratação de Jorge Carrascal, ano passado, desembolsando R$ 107 milhões na operação toda — R$ 94 milhões foram com direitos federativos/luvas. Outros R$ 12,9 milhões, com intermediação. Os russos são conhecidos por serem negociadores durões. Com o Zenit, o Flamengo viu o diretoria pedir um aumento de 10 milhões de euros em relação às conversas iniciais para contar com Luiz Henrique. Como tem um teto para contratar, sobretudo em relação ao volume de dinheiro possível a ser desembolsado ainda em 2026, o Fla não avançou com as negociações. Antes mesmo da gestão Bap, o Fla já se viu frustrado com o Zenit em outras situações: não fechou com o meia Claudinho e nem com o volante Wendel. Foi nessa que o ex-vice de futebol Marcos Braz até cometeu uma gafe, confundindo o presidente do Zenit, Alexander Medvedev, com o ex-primeiro-ministro da Rússia, Dmitri Medvedev. Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL.