Carrões e autopromoção: os campeões de gastos no Senado em ano eleitoral
23 Aug, 2026
A gastança dos senadores [https://www.gazetadopovo.com.br/content/tudo-sobre/senado/] com deslocamentos pelo país, divulgação do mandato e outros serviços em ano eleitoral somou R$ 21 milhões de janeiro a junho de 2026. A maior despesa foi com locomoção, hospedagem, alimentação e combustível: R$ 5 milhões. Essa verba permite que os senadores visitem as suas bases eleitorais em busca de votos, com tudo pago pelo contribuinte. Muitos senadores alugam veículos de luxo. O senador Jaques Wagner [https://www.gazetadopovo.com.br/content/tudo-sobre/jaques-wagner/] (PT-BA), ex-líder do governo, gastou R$ 305 mil com locomoção, hospedagem, alimentação e combustível. De janeiro a junho, desembolsou R$ 39 mil com o aluguel de uma Compass Sport, a R$ 6,5 mil por mês. Gastou ainda mais R$ 60 mil com o aluguel de uma Power P30 – R$ 10 mil por mês. Em fevereiro, alugou uma Mitsubishi Triton. A frota do vice-presidente Humberto Costa [https://www.gazetadopovo.com.br/content/tudo-sobre/humberto-costa/] (PT-PE), 2o vice-presidente do Senado, gastou R$ 223 mil com locação, hospedagem, refeições e combustível. Em janeiro, alugou uma Commander Jeep por 15 dias, a R$ 5 mil. Em fevereiro, alugou o mesmo veículo por um mês, a R$ 10 mil. Em março, alugou uma Fiat Toro por R$ 4 mil, mais uma Triton e uma Commander por R$ 10 mil cada. Em abril, Costa locou uma Triton por R$ 3 mil, uma Commander por R$ 10 mil e uma Toro por R$ 4 mil. Em maio, alugou uma Triton por R$ 3 mil e uma Commander por R$ 10 mil. Em junho, pegou uma Triton por R$ 3 mil e uma Commander por R$ 10 mil. Fernando Dueire (PSD-PE) alugou uma Toyota SW4 Platinum (sete lugares) por R$ 14 mil a unidade – num total de R$ 84 mil. O senador Marcos Rogério (PL-RO) alugou uma Ford Ranger por R$ 13 mil ao mês, de março a julho, num total de R$ 65 mil. Escritório, autopromoção, passagens e Correios Os aluguéis para escritórios políticos nos estados custaram R$ 2,8 milhões. A divulgação da atividade parlamentar custou R$ 2,6 milhões. Essa verba paga empresas de publicidade, impressões de jornais e serviços de internet. Há ainda a contratação de serviços de apoio ao parlamentar – mais R$ 3,5 milhões – e passagens aéreas no país – R$ 2,3 milhões. As viagens oficiais ao exterior custaram R$ 764 mil com passagens e diárias. Teve ainda R$ 308 mil para impulsionamento em mídias sociais. A despesa com Correios somou R$ 1,4 milhão. O material de consumo dos gabinetes custou R$ 673 mil. Nenhuma dessas despesas sai do bolso dos parlamentares. O contribuinte é quem arca com esses custos. Os campeões da gastança O campeão da gastança neste ano está sendo Nelsinho Trad [https://www.gazetadopovo.com.br/content/tudo-sobre/nelsinho-trad/] (PSD-MS), com R$ 524 mil, sendo R$ 210 mil com divulgação da atividade parlamentar. Beto Faro [https://www.gazetadopovo.com.br/content/tudo-sobre/beto-faro/] (PT-PA) gastou R$ 524 mil, com R$ 120 mil para divulgação do seu mandato. Laércio Oliveira [https://www.gazetadopovo.com.br/content/tudo-sobre/laercio-oliveira/] gastou R$ 507 mil, sendo R$ 241 mil para locomoção, hospedagem, alimentação e combustível. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre [https://www.gazetadopovo.com.br/content/tudo-sobre/davi-alcolumbre/] (União-AP), gastou menos: R$ 240 mil, mas conta também com os benefícios da presidência, como viagens para casa nos finais de semana, com equipe de segurança. Ele também reservou R$ 168 mil para divulgação do seu mandato. Alguns senadores superaram os R$ 400 mil. Esperidião Amin [https://www.gazetadopovo.com.br/content/tudo-sobre/esperidiao-amin/] (PP-SC) gastou R$ 460 mil, com R$ 138 mil para locomoção, hospedagem e combustível. Lucas Barreto [https://www.gazetadopovo.com.br/content/tudo-sobre/lucas-barreto/] (PSD-AP) gastou R$ 474 mil, com R$ 148 mil para passagens aéreas. Márcio Bittar [https://www.gazetadopovo.com.br/content/tudo-sobre/marcio-bittar/] (PL-AC) gastou R$ 428 mil, com R$ 158 mil para serviços de apoio ao parlamentar. As despesas dos senadores são analisadas e aprovadas por servidores do Senado. Não há registros de ilegalidades.