IFood e EPTC realizam parceria para mapear pontos críticos no trânsito

admin
30 Jul, 2026
Uma cooperação entre a EPTC e o iFood pretende usar dados operacionais anonimizados para entender onde os motociclistas enfrentam mais riscos em Porto Alegre. O mapeamento pode orientar melhorias na sinalização, na infraestrutura e na fiscalização dos trechos mais perigosos. Como os dados podem revelar os pontos críticos do trânsito? A circulação diária de entregadores produz informações sobre trajetos, horários e regiões com maior movimento. Quando analisados em conjunto e sem identificar os profissionais, esses registros ajudam a mostrar onde o fluxo se concentra e quais cruzamentos exigem atenção. O volume de informações permite observar padrões que nem sempre ficam evidentes em levantamentos pontuais. Um trecho com frenagens frequentes, circulação intensa ou conflitos recorrentes pode ser estudado com maior precisão antes de receber uma intervenção. Quais informações poderão orientar o planejamento viário? A iniciativa prevê o compartilhamento de dados operacionais anonimizados, preservando a identidade dos entregadores. A análise pode contribuir para reconhecer diferentes situações da circulação urbana: Segurança dos motociclistas Trechos que podem exigir maior atenção no planejamento do trânsito O mapeamento do fluxo de motocicletas e dos pontos de conflito ajuda a direcionar fiscalização, sinalização e medidas preventivas para os locais mais críticos. 01 Vias com muitos motociclistas circulando diariamente A concentração elevada de motos pode exigir sinalização mais clara, fiscalização direcionada e acompanhamento frequente das condições da pista. 02 Cruzamentos com maior exposição a situações de risco Conversões, mudanças de faixa e falta de visibilidade podem aumentar a possibilidade de colisões envolvendo motocicletas nesses pontos. 03 Horários de aumento expressivo no fluxo de veículos Os períodos de entrada, saída e maior atividade comercial podem concentrar motociclistas e ampliar a disputa pelo espaço viário. 04 Rotas utilizadas para entregas com maior frequência Corredores próximos a restaurantes, comércios e centros logísticos podem apresentar circulação intensa de profissionais que trabalham com motocicletas. 05 Trechos com conflitos recorrentes entre diferentes veículos Locais com fechadas, ultrapassagens arriscadas e mudanças bruscas de trajetória podem demandar intervenções para reduzir os conflitos. Resumo: vias movimentadas, cruzamentos críticos, horários de pico e rotas de entrega devem receber atenção especial para reduzir riscos aos motociclistas. Essas informações não substituem vistorias, registros de ocorrências ou observação das equipes técnicas. Elas acrescentam uma nova camada de conhecimento para que os problemas sejam avaliados dentro da dinâmica real das ruas. Como o mapeamento pode proteger os motociclistas? Quem trabalha sobre duas rodas passa muitas horas no trânsito e está mais exposto às consequências de uma colisão. Conhecer os locais de maior risco permite direcionar medidas preventivas antes que novos acidentes aconteçam. Dependendo das condições encontradas, diferentes ações poderão ser avaliadas: reforço ou reposicionamento da sinalização; ajustes nos tempos dos semáforos; melhorias na iluminação dos cruzamentos; correções no pavimento e na geometria da via; campanhas educativas em regiões específicas; fiscalização voltada a comportamentos perigosos. Por que os dados precisam ser anonimizados? A anonimização permite estudar padrões coletivos sem revelar a identidade, os hábitos individuais ou a rotina de um entregador específico. O interesse do planejamento urbano está no comportamento geral do trânsito, e não no acompanhamento de cada trabalhador. O uso responsável dessas informações também exige critérios de acesso, armazenamento e finalidade. Os registros devem servir à segurança viária e à melhoria da mobilidade, com limites claros para evitar usos incompatíveis com a proposta. IFood e EPTC realizam parceria para mapear pontos críticos no trânsito A tecnologia consegue resolver os riscos sozinha? Os dados ajudam a identificar prioridades, mas o resultado depende da transformação das análises em ações concretas. Uma área reconhecida como perigosa continuará oferecendo riscos se não receber sinalização adequada, manutenção, fiscalização ou mudanças em sua organização. Também será necessário acompanhar os locais depois das intervenções para saber se houve redução de ocorrências e melhora na circulação. Esse retorno permite corrigir estratégias e direcionar recursos para medidas que realmente funcionam. Ao combinar informações digitais com conhecimento técnico das ruas, Porto Alegre pode tornar o planejamento viário mais preciso. A cooperação abre caminho para decisões baseadas na circulação cotidiana e coloca a proteção dos motociclistas no centro das melhorias urbanas.