Gemini chega a 950 milhões de usuários no mundo
23 Jul, 2026
O Gemini (Android, iOS) chegou a 950 milhões de usuários no mundo no segundo trimestre de 2026, o triplo de um ano antes. E contabilizou em média 22 bilhões de tokens consumidos por minuto, ante 16 bilhões do trimestre anterior. A informação foi compartilhada pelo CEO da empresa, Sundar Pichai, nesta quarta-feira, 22. Durante apresentação do relatório financeiro da Alphabet, controladora do Google, o executivo afirmou que os investimentos em inteligência artificial da empresa estão “redefinindo o que é possível” dentro de cada parte do negócio da big tech. Em complemento a isso, Pichai afirmou que as buscas também avançaram, em um aumento de 17% se comparado com o segundo trimestre de 2025. Porém, o ganho mais chamativo veio da nuvem da empresa. O Google Cloud aumentou em 82% seu faturamento, de US$ 13 bilhões para US$ 25 bilhões. O CEO reforçou que esse aumento foi puxado por uma forte demanda por infraestrutura e soluções de IA. Revelou ainda que: - O Google tem em projetos de nuvem (cloud backlog, no original em inglês) US$ 514 bilhões acumulados; - 9 milhões de desenvolvedores constroem produtos e serviços com suas APIs de IA mensalmente. - Os modelos abertos da família Gem já foram baixados 900 milhões de vezes; - O modelo Gema 4 já foi baixado mais de 300 milhões de vezes, desde abril; - A plataforma de construção de agente Antigravity tem mais de 2,4 milhões de usuários ativos semanalmente. Na frente B2C, além do aplicativo, um outro destaque de IA é que o AI Mode das Buscas já passou de 1 bilhão de usuários desde seu lançamento em outubro, e houve o aumento de 40% de usuários criando vídeos com IA no app do Gemini. Fora da IA, Pichai lembra que 1,7 bilhão de pessoas assistiram pelo YouTube (Android, iOS) a Copa do Mundo de Futebol que terminou no último domingo, 19. Custos e despesas O total de custos e despesas foi de US$ 79 bilhões no trimestre, incremento de 21% ante US$ 65 bilhões de um ano antes. Isso foi puxado justamente por investimentos pesados em infraestrutura, produtos, serviços e estratégia de venda em IA e cloud. Pichai revisou para cima o Capex de 2026, que deve ficar entre US$ 195 bilhões para US$ 205 bilhões – a previsão original era entre US$ 180 bilhões e US$ 190 bilhões. O aumento é para acelerar a entrega da capacidade de infraestrutura e atender a demanda por IA, além de confirmar o uso da capacidade de terceiros como “ponte” até ter mais infraestrutura. O executivo ainda detalhou aos analistas de mercado que a prioridade de alocação da infraestrutura computacional é dividida da seguinte forma: - Modelos de fronteira para Inteligência Artificial Geral (AGI); - Suporte aos atuais produtos, como Busca e YouTube; - Demandas de Google Cloud. Receita por área da empresa No resultado financeiro, a IA respondeu por US$ 119 bilhões em receita, um aumento de 24% contra US$ 96 bilhões do segundo trimestre de 2025. Considerando a área de serviços, o Google teve um crescimento de 15%, de US$ 82,5 bilhões para US$ 95,5 bilhões. Dentro dessa divisão, o faturamento com buscas saiu de US$ 54 bilhões para US$ 63 bilhões, alta de 17%. As propagandas no YouTube cresceram 13%, de US$ 9,5 bilhões para US$ 11 bilhões. Assinaturas, plataformas e dispositivos passaram de US$ 11 bilhões para US$ 13 bilhões, alta de 15%. Resultado financeiro O lucro operacional saltou 30%, de US$ 31 bilhões para US$ 40 bilhões. E o lucro líquido quadruplicou, de US$ 28 bilhões para US$ 112 bilhões, devido a um ganho adicional de US$ 99 bilhões com títulos acionários mantidos pela Alphabet sem reflexo direto no caixa operacional do conglomerado. Tirando esse valor da equação, o lucro líquido sem o ganho seria de US$ 35 bilhões, alta de 2,5%.