Veículo no pátio pode ir a leilão em 60 dias se o proprietário não regularizar as pendências
18 Jul, 2026
A Resolução Contran no 1.025/2026 reorganizou as regras aplicadas desde o guincho até a retirada ou venda do veículo. Para não acumular diárias nem correr o risco de perder o carro, o proprietário precisa acompanhar as notificações, corrigir as irregularidades e agir dentro do prazo legal. O que acontece quando o carro é removido? No momento da remoção, o agente deve emitir o Termo de Recolhimento do Veículo. O documento registra a razão da medida, o local de guarda, o estado aparente do automóvel, os objetos deixados em seu interior e o prazo para recuperá-lo. A Resolução Contran no 1.025/2026 estabelece uma sequência que deve ser registrada eletronicamente: aplicação da medida administrativa prevista no CTB; registro fotográfico antes do transporte; remoção pelo guincho até o centro de custódia; vistoria eletrônica na entrada do pátio; atualização das informações de guarda e liberação. Quando o proprietário ou o condutor acompanha o recolhimento, ele é considerado notificado mesmo que se recuse a assinar o termo. Se ninguém estiver presente, a comunicação deve ser enviada em até dez dias, preferencialmente pelo Sistema de Notificação Eletrônica. Como funcionam as diárias cobradas pelo pátio? Os custos de remoção e guarda são suportados pelo proprietário ou pela pessoa interessada na retirada. Cada diária corresponde a um período completo de 24 horas contado a partir da entrada do veículo no centro de custódia. Uma nova diária somente pode ser cobrada após o encerramento de cada período. A cobrança pela permanência fica limitada a seis meses, embora essa limitação não signifique que o veículo possa permanecer indefinidamente sem risco de leilão eletrônico. O Sivec deverá reunir a localização do automóvel, o histórico de movimentações, os valores atualizados e as pendências necessárias para a liberação. Quando o recolhimento ou o período de guarda for considerado indevido, o órgão responsável deverá devolver os valores pagos após o reconhecimento administrativo ou judicial. Veículo no pátio pode ir a leilão em 60 dias se o proprietário não regularizar as pendências Qual é o prazo para o carro ser levado a leilão? O CTB estabelece que o veículo não reclamado em 60 dias, contados do recolhimento, será levado a leilão. Para evitar essa consequência, não basta comunicar interesse. O proprietário precisa regularizar as pendências e retirar efetivamente o carro do pátio. Depois de 30 dias sem regularização, poderá ser publicada uma notificação complementar por edital. A preparação do leilão também pode começar nesse momento, com avaliação e classificação do bem como conservado ou sucata, mas a liberação ainda será possível enquanto a alienação não tiver sido consumada. O leilão eletrônico deverá ocorrer em plataforma homologada e integrada ao Sivec. Caso um veículo conservado passe por dois certames sem comprador, ele poderá ser reclassificado como sucata e ficará impedido de retornar à circulação. O que o proprietário deve fazer para recuperar o veículo? A retirada depende da quitação dos débitos exigíveis e da correção da condição que provocou a remoção. O atendimento pode envolver o órgão autuador, o pátio e o Detran, conforme a origem do recolhimento e a situação cadastral do automóvel. Para acelerar a liberação, o proprietário deve conferir os seguintes pontos: Liberação do veículo O que verificar antes de retirar o carro do pátio A liberação depende da correção da irregularidade, da quitação dos valores devidos e da apresentação dos documentos solicitados. 01 Motivo da remoção indicado no termo de recolhimento O proprietário deve identificar a irregularidade registrada e verificar o que precisa ser corrigido para liberar o veículo. 02 Multas, licenciamento e demais encargos pendentes Os débitos vinculados ao processo devem ser consultados e regularizados conforme as orientações do órgão responsável. 03 Valor do guincho e das diárias de guarda Os custos da remoção e do período de permanência no pátio precisam ser conferidos antes da retirada. 04 Documentos exigidos pelo órgão competente A relação de documentos deve ser verificada previamente para evitar atrasos ou uma nova ida ao local de atendimento. 05 Autorização para retirada pelo proprietário ou representante legal A pessoa responsável pela retirada deve comprovar sua identidade e, quando necessário, apresentar a autorização correspondente. Resumo: para retirar o veículo, é necessário corrigir a irregularidade, regularizar os valores e apresentar a documentação exigida. Quando o reparo não puder ser executado dentro do centro de custódia, o carro poderá ser liberado apenas para transporte até uma oficina. O órgão fixará um prazo de reapresentação de até 60 dias, e o descumprimento provocará restrição de circulação no Renavam. O que acontece com os débitos depois da venda? Após o pagamento e o registro do arremate, os débitos e as restrições anteriores à alienação serão desvinculados do veículo. Isso permite que o comprador providencie a transferência e a emissão de um novo CRLV-e sem assumir obrigações geradas pelo antigo proprietário. A desvinculação não apaga a dívida. Os valores arrecadados serão utilizados conforme a ordem definida pelo CTB e, se não forem suficientes, o restante poderá ser cobrado do antigo dono por protesto, inscrição em dívida ativa ou ação judicial. Até o início efetivo do Sivec, o Detran continuará responsável pela desvinculação dos débitos e pelo registro da comunicação de venda, dentro das atribuições previstas. Depois da implantação, o sistema nacional deverá integrar Detran, centros de custódia e plataformas de leilão eletrônico, ampliando a rastreabilidade de todo o processo. A Resolução Contran no 1.025/2026 torna os procedimentos mais padronizados, mas exige atenção imediata do motorista. Consultar as notificações, confirmar o endereço do pátio e iniciar a regularização nos primeiros dias são as medidas mais seguras para reduzir cobranças e impedir que o veículo avance para leilão.