Beastro vai além de um simples RPG de culinária, e isso pode não agradar a todos os jogadores

admin
1 Jul, 2026
Beastro vai além de um simples RPG de culinária, e isso pode não agradar a todos os jogadores É tipo Ratatouille, mas com um gato gigante Desde criança, sempre gostei de me aventurar em jogos de culinária. Preparar refeições, gerenciar restaurantes, coletar ingredientes e servir clientes já me renderam muitas horas de diversão. Por isso, fiquei animada para jogar Beastro, novo título da Timberline Studio que reúne tudo isso e muito mais. Lançado em 11 de junho, Beastro chamou a minha atenção pelo conteúdo divertido que coloca o jogador no controle de Panko, um chefe de cozinha que tenta desvendar o mistério do desaparecimento do seu mestre Travers enquanto gerencia um restaurante na vila Palo Pori. Ao longo da jornada, o personagem é acompanhado por Flambe, uma criatura centenária que foi ferida na guerra entre reinos e fugiu para encontrar refúgio no local. Logo no início, somos apresentados brevemente ao contexto político daquele mundo tomado pelo caos. À primeira vista, esses conflitos ficam do lado de fora do muro, já que a vila onde tudo começa é cercada por uma atmosfera tranquila, mesmo com um mistério pairando no ar. Por assumir o papel de um cozinheiro, fazemos aquilo que está ao nosso alcance, que é alimentar os residentes e procurar por pistas. Cozinheiro, fazendeiro e detetive Beastro trabalha com ciclos diários, então é preciso reservar a parte da manhã para coletar ingredientes, plantar, pescar e alimentar os animais que estão em uma “mini fazenda” que temos. O jogo já organiza essa rotina, então o jogador só precisa se adaptar, o que não é tão difícil. Essa parte me lembrou um pouco Stardew Valley, que, ao acordar, as primeiras tarefas que geralmente realizamos são coletar o que os animais fornecem, regar a plantação e deixar tudo organizado para seguir com o restante do dia. Na parte da tarde, vamos ao restaurante para decidir o menu, preparar refeições, servir os clientes e evoluir na árvore de progressão. Essa foi a minha etapa favorita, pois inclui três mini games divertidos que determinam a qualidade da comida com base no nosso desempenho. Durante as minhas horas jogadas, notei que eram sempre os mesmos desafios, independente da comida que estava sendo preparada. Esse detalhe, ao me ver, não deixou a experiência menos divertida. Gostei de ir aperfeiçoando o nível dos meus pratos conforme eu ia entendendo melhor as mecânicas, mas entenderia se alguém ficasse frustrado por isso. O jogo também permite decidir alguns detalhes na decoração do restaurante, o que traz a sensação de que temos alguma opinião na montagem do local que estamos gerenciando. Além disso, a trama sobre o desaparecimento do mestre do restaurante está bem presente e oferece missões focadas na busca de pistas. Perto do fim do período da tarde, Beastro deixa de ser apenas um game de culinária e se torna algo a mais. Mais do que um jogo de culinária Após servir os clientes locais, iniciamos uma interação com os Caretakers, que são guardiões que dependem da nossa comida para participar de batalhas do lado de fora da vila. Esses confrontos são controlados pelo jogador — que assume o controle do Caretaker — e funcionam como batalhas em turnos, nas quais as ações são realizadas por meio de cartas com temas de “sabores” e números. Confesso que achei muita informação para absorver logo de início, já que o deck de cartas depende da refeição que criamos e servimos ao guardião. Para isso, temos que entender sobre os sabores básicos e como eles se complementam e equilibram entre si. Planejar o deck de cartas e participar das batalhas pode ser um pouco tedioso e demorado de entender. No geral, essa parte não me agradou muito, já que acabei me divertindo mais com os momentos focados em culinária e gerenciamento. Ainda assim, reconheço que, dessa forma, o título pode agradar diferentes tipos de públicos — como os fãs de roguelite — ao oferecer mais do que se espera de um jogo do gênero. E tudo está bem conectado, então não faz com que essa junção seja aleatória, já que as cartas e as batalhas mantêm relação com elementos da culinária. No entanto, essa proposta se torna uma faca de dois gumes, já que pode decepcionar aqueles que buscam por algo mais simples. Um visual encantador, mas é importante ficar atento aos requisitos mínimos Um aspecto que chama a atenção de qualquer um que adquire Beastro é o visual. Com uma arte 3D repleta de cores vibrantes e detalhes encantadores, o título também conta com personagens fantásticos de visuais marcantes, além de abrir espaço para estilos diferentes, como é possível ver na encenação do puppet show. Mas nem tudo são flores. Como foi comentado em algumas discussões na página do título no Steam, muitos jogadores não conseguem iniciar o jogo. O motivo? Problema de compatibilidade com placas de vídeo. Então, antes de comprar o RPG no Steam, verifique se o PC utilizado vai aguentar os gráficos. No meu caso, mesmo jogando em uma máquina que atendia os requisitos mínimos exigidos, presenciei leves travadas durante a gameplay. Outro ponto negativo é a ausência de tradução para PT-BR, o que pode afastar parte do público brasileiro que não domina o inglês. Fora isso, me diverti bastante durante as horas em que joguei o novo título da Timberline Studio, que conta com uma narrativa original e um visual incrível. Beastro está disponível para PC (via Steam), PlayStation 5, and Xbox Series X|S. Inscreva-se no canal do IGN Brasil no YouTube e visite as nossas páginas no Facebook, Twitter, BlueSky, Threads, Instagram e Twitch!