Ritsu Doan: Japão tem craque à moda brasileira para desafiar a seleção na Copa do Mundo

admin
26 Jun, 2026
Ritsu Doan: Japão tem craque à moda brasileira para desafiar a seleção na Copa do Mundo Camisa 10 vai de talismã no Catar a um dos principais jogadores da equipe no Mundial deste ano ARLINGTON - Foi Ritsu Doan que criou a primeira chance do Japão contra a Suécia na terceira rodada do Grupo F da Copa do Mundo. O camisa 10 roubou a bola ao fazer pressão na defesa adversária, se desvencilhou de quatro marcadores e arrancou. O gol não saiu, mas o meia-atacante do Eintracht Frankfurt, da Alemanha, mostrou, como já havia feito anteriormente, o porquê de ter o número 10 nas costas. Com habilidade e ousadia em dribles, velocidade e poder de articulação, Doan joga como se emulasse craques que já vestiram a camisa do Brasil. Aos 28 anos, ele vive o auge da carreira, quatro anos depois de ter sido talismã do Japão no Catar. Doan marcou nas duas vitórias da fase de grupos da Copa de 2022, ambas saindo do banco, contra Alemanha e Espanha. Diante da Suécia, deu assistência para o gol de Daizen Maeda. O camisa 10 tem destaque, mesmo que o time apresente a disciplina tática coletiva como principal força. Ele é capaz de fazer o ataque do Japão inverter o lado de preferência do ataque ao mudar o seu posicionamento, já que quase tudo passa por seus pés. Individualmente, Doan também esbanja inteligência tática. "Após a última Copa do Mundo, ele jogou no Freiburg, time alemão, e realmente melhorou seu lado defensivo e sua corrida. Agora ele pode lutar pelo time, não sendo apenas um bom jogador habilidoso, mas ele pode lutar e defender bem, e é por isso que o técnico Moriyasu o está usando como um ala", disse ao Estadão o repórter japonês Masamichi Oshima, da agência Kyodo News. "Minha opinião é de que ele não está satisfeito com seu desempenho porque não marcou gol. Ele não tem um gol, mas é um ponta-direita e sempre tem um papel defensivo muito importante. Ele faz o um contra um, é esforçado. Mas acho que não está satisfeito porque ele é mais agressivo, ele busca mais o gol", analisou Abe. O jogador não precisou dizer isso com todas as letras para demonstrar. "Sinto que a Copa do Mundo começa realmente agora. O Japão se tornou um país que gosta de jogar mata-mata, isso é um sinal de evolução", comentou o jogador. "Os times fortes são os que podem produzir mais no final. O Japão não pode se permitir relaxar, mas, sim, elevar o nível a partir daqui", completou, dizendo que a equipe ainda não analisou o Brasil, mas sabe o quão perigoso o adversário é. "Dito isso, também temos forças que eles não têm. Quero que os façamos sentir desconfortáveis e incomodados de jogar contra nós", projetou Doan. O Japão avançou à segunda fase da Copa do Mundo em segundo lugar no Grupo F, após empatar com a Suécia e ficar atrás da Holanda no saldo de gols. A partida decisiva contra o Brasil será na próxima segunda-feira, dia 29, no NRG Stadium, em Houston.