Os prós e contras de cada jogador escolhido por Ancelotti para o Haiti
19 Jun, 2026
Resumo Só Carlo Ancelotti tem certeza sobre a escalação que entrará em campo contra o Haiti. Há indícios de que as mudanças podem ser a substituição de Ibañez, por Danilo, na lateral-direita, e a troca do centroavante Igor Thiago por Matheus Cunha. Mas o técnico fez muito mais testes durante toda a semana. Dois dias antes da viagem para a Filadélfia, Ancelotti testou formação com Alisson, Danilo, Marquinhos, Léo Pereira e Douglas Santos; Luiz Henrique, Fabinho, Bruno Guimarães e Martinelli; Vinicius Júnior e Igor Thiago. Esta não parece ser a formação de entrada no jogo, mas há jogadores que podem ser incluídos na escalação inicial. Casos de Luiz Henrique por Paquetá, de Fabinho por Casemiro, de Léo Pereira por Gabriel Magalhães. Endrick também foi muito testado no lugar de Igor Thiago e de Matheus Cunha. Cada escolha tem vantagens e desvantagens. A ideia, a partir de agora, é mostrar como cada escolha pode interferir no desempenho do time: DANILO x IBAÑEZ Danilo é um lateral que está jogando de zagueiro, no Flamengo. Ibañez é um zagueiro deslocado para a lateral. Não é rápido. Não que Danilo seja veloz, mas está muito mais adaptado por anos de atuação como lateral-direito. O próprio Danilo diz que não pode oferecer a amplitude do campo e a profundidade que Wesley oferecia. Mas entrega melhor passe, mais qualidade na entrada em diagonal, mais qualidade de saída de jogo. Melhor escolha - Danilo GABRIEL MAGALHÃES x LÉO PEREIRA O zagueiro do Arsenal disputou a final da Liga dos Campeões há três semanas e tem o desgaste de 51 partidas da temporada europeia. Léo Pereira disputou menos da metade dos jogos de Magalhães depois de suas últimas férias: 23. Magalhães é mais seguro, mais forte e titular com Ancelotti, que o elogiou em entrevista para a Sportsweek, de La Gazzetta dello Sport. Mas errou o posicionamento no lance do gol de Saibari, do Marrocos, ao tentar antecipar uma projeção de Hakimi e abrir espaço demais para Marquinhos. O único indício de que Léo Pereira pode entrar foi a separação dos coletes, com times misturados, na quarta-feira. Melhor escolha - Gabriel Magalhães CASEMIRO x FABINHO Não é provável que Casemiro perca a confiança de Carlo Ancelotti. Foi seu líder no Real Madrid e é o homem que indica onde há campo minado no caminho do Mister. Só que Fabinho ajudou a melhorar o time no segundo tempo contra o Marrocos. O próprio Casemiro indicou que seu reserva é o jogador mais parecido em característica. Seé semelhante em característica e está em momento melhor, não fica muita dúvida de que Fabinho pode ser o substituto ideal. Mas é bem improvável que Ancelotti mude seu líder. Melhor escolha - Fabinho PAQUETÁ x LUIZ HENRIQUE Paquetá é favorito para permanecer na equipe, de acordo com quem está próximo à comissão técnica. Mas Luiz Henrique é uma possibilidade e até Endrick, porque o técnico italiano cogitou escalar o atacante do Lyon em vez de Luiz Henrique, na terceira alteração contra os marroquinos. Luiz Henrique é mais forte e mais goleador. Se Paquetá jogar bem, dará mais controle do jogo no meio-de-campo, algo que Ancelotti está procurando. Melhor escolha - Luiz Henrique IGOR THIAGO x MATHEUS CUNHA Igor Thiago finaliza tudo certo nos treinos e este é seu único requisito, além de ter se tornado o recordista de gols entre todos os brasileiros da história do Campeonato Inglês. Nos jogos, não está conseguindo acertar nada, pelo menos até este momento. Então, Matheus Cunha é boa escolha, nesta comparação. Só que Cunha não é centroavante. Define-se como meia, um ponta-de-lança, que defende o lado esquerdo para liberar Vinicius Júnior e entra na diagonal para ser falso nove, quando Vinicius quiser o conforto da ponta esquerda. A tendência é que Matheus Cunha seja titular. Melhor escolha - Matheus Cunha ENDRICK x IGOR THIAGO Xodó da torcida, artilheiro dos gols que valem pontos, colocou o Brasil em outro patamar quando entrou contra o Egito e pode fazer o mesmo na Copa do Mundo. Ancelotti respeita o futebol do menino, mas entende que aos 19 anos tem critérios a evoluir taticamente. Neste momento, Endrick tem o mesmo número de minutos de Messi depois de seu primeiro jogo de Copa, em 2006, aos 20 anos. Melhor escolha - Endrick Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL.