Só tem goleada? Brasil já perdeu para jogadores de 4a divisão em pré-Copa

admin
31 May, 2026
Só tem goleada? Brasil já perdeu para jogadores de 4a divisão em pré-Copa Vitórias por 2 a 0 sobre a Croácia e 3 a 0 contra a Áustria, em 2018. Goleada por 4 a 0 sobre o Panamá e triunfo por 1 a 0 ante a Sérvia, em 2014. Folgados 5 a 1 ante a Tanzânia e 3 a 0 frente o Zimbábue, em 2010. Um 4 a 0 inquestionável na Nova Zelândia, em 2006. Os amistosos pré-Copa do Mundo não costumam impor tantas dificuldades assim à seleção brasileira. Pelo contrário, tradicionalmente acabam se transformando em vitórias das mais tranquilas, daquelas que servem para dar moral aos jogadores e empolgar a torcida antes do início do torneio. Mas, mesmo que sofra uma atípica derrota para o Panamá, a partir das 18h30 (de Brasília), no Maracanã, em sua despedida do território nacional antes da viagem para os Estados Unidos, a equipe canarinho ainda não terá sido capaz de repetir uma vergonha da dimensão que passou na preparação para a Copa-1990. Em 28 de maio de 1990, 13 dias antes da estreia no Mundial, o Brasil conseguiu a proeza de perder para um mesclado de jogadores que disputavam as terceira e quarta divisões do Campeonato Italiano e que incluía até mesmo atletas que sequer eram 100% profissionais. Mesmo sem jamais antes ter jogado junta, ou seja, com pouco entrosamento, o Combinado da Úmbria, que mesclava os elencos de três times da região (Perugia, Ternana e Gubbio) venceu por 1 a 0 os comandados de Sebastião Lazaroni, gol de Edoardo Artistico, que passou a maior parte da carreira atuando nos escalões inferiores do Calcio. Ah, mas o Brasil deve ter preservado seus principais jogadores para evitar lesões e diminuir o risco de cortes pré-Copa. Que nada. A escalação da derrota histórica foi exatamente a mesma que começaria a Copa, duas semanas mais tarde: Taffarel; Mozer, Ricardo Gomes e Mauro Galvão; Jorginho, Alemão, Dunga, Valdo e Branco; Müller e Careca. Ainda que o resultado tenha sido minimizado por jogadores e pelo treinador na época (falou-se muito que aquele era um jogo-treino, e não um amistoso), a derrota para a Úmbria mostrou que o Brasil não estava no caminho certo para o Mundial. E isso foi sentido no mês seguinte. Com atuações abaixo da média e sem empolgar ninguém, o Brasil deu adeus à Copa-1990 depois de apenas quatro partidas (as três da fase de grupos e a derrota para a Argentina, nas oitavas de final) e com míseros quatro gols marcados. A campanha no Mundial da Itália é a pior da história da seleção desde a eliminação ainda na primeira fase, em 1966. Ou seja, é o resultado mais desastroso do país em nada menos que 14 edições da competição de futebol mais importante do planeta. Sexta estrela Depois do amistoso de hoje, a seleção ainda fará mais um teste pré-Copa. No próximo sábado, enfrenta o Egito, de Mohamed Salah, já em território norte-americano -a partida será em Cleveland. O Brasil inicia a corrida pelo hexacampeonato mundial e pelo fim de um jejum de 24 anos sem vencer a Copa no dia 13 de junho, contra Marrocos. Na sequência, enfrenta ainda dentro do Grupo C as seleções de Haiti e Escócia. Os três compromissos estão marcados para os EUA. Marcada pela ausência da Itália e pelas semanas e mais semanas de incerteza sobre a participação do Irã, ainda em guerra com os norte-americanos, o Mundial-2026 será o mais grandioso já realizado. Pela primeira vez na história, terá jogos espalhados por três países diferentes: Canadá, EUA e México. Também estabelecerá novos recordes de número de seleções participantes (48, contra 32 das últimas sete edições do torneio), jogadores inscritos (mais de 1.200) e partidas disputadas (104). O pontapé inicial está marcado para 11 de junho e será dado no estádio Azteca, na Cidade do México, com a partida entre a seleção da casa e a África do Sul. A final será nos EUA, em Nova Jérsei, no dia 19 de julho. Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL.