Chefe do órgão eleitoral do Peru renuncia após impasses na apuração

admin
22 Apr, 2026
O chefe do Escritório Nacional de Processos Eleitorais do Peru, Piero Corvetto, renunciou ao cargo nesta 3a feira (21.abr.2026). Em carta publicada no X, afirmou que sua saída era “necessária e inevitável” para que o 2o turno das eleições, marcado para 7 de junho, seja realizado "em um contexto de maior confiança pública". A apuração dos votos no Peru tem sido marcada por lentidão, alimentando protestos e oposição de diversos setores políticos. O 1o turno foi realizado em 12 de abril e até o momento o resultado não foi divulgado. [shortcode-newsletter] O resultado de quem vai para a 2a rodada do pleito ainda não foi definido por causa da margem estreita entre os candidatos. Relatos de irregularidades em zonas eleitorais, cédulas encontradas no lixo e acusações de fraude travaram a contagem dos votos. A saída de Corvetto ocorreu depois de semanas de desgaste. Ele era alvo de críticas de diversas frentes políticas que apontavam falta de transparência e falhas no processamento das atas eleitorais. Corvetto estava no cargo desde 2020 e se defendeu dizendo que os contratempos foram criados por “problemas técnicos operacionais". 2o TURNO O resultado será divulgado só em maio, segundo o Conselho Nacional Eleitoral peruano. Até a publicação desta reportagem, 94% das urnas estavam apuradas. Eis os 3 candidatos mais votados até então e a porcentagem de votos válidos: Keiko Fujimori (Fuerza Popular, direita) – 17,94%; Roberto Sánchez (Juntos por el Perú, esquerda) – 12,01%; Rafael López Aliaga (Renovación Popular, direita) – 11,91%. Segundo a secretária-geral do conselho, Yessica Clavijo, a demora para finalizar a contagem dos votos se dá por conta da revisão de mais de 15.000 cédulas contestadas –cerca de 30% correspondentes à eleição presidencial. A eleição resultará no 9o presidente do Peru em 10 anos. Desde 2016, nenhum presidente peruano concluiu o mandato de 5 anos. As principais causas foram de afastamentos por corrupção.