Argentina ré por racismo no Rio é acusada de roubar carro de ex-namorado

admin
15 Apr, 2026
A advogada argentina ré por injúria racial contra funcionários de um bar na Zona Sul do Rio de Janeiro agora é acusada de outra polêmica, desta vez em seu país natal. Segundo a imprensa local, Agostina Páez teria roubado o carro de um ex-namorado. De acordo com o jornal argentino “Clarín”, o dentista Javier Zanoni, de 32 anos, denunciou a ex-namorada depois que ela não devolveu o carro dele, um Citröen C4 Cactus, após o término do relacionamento deles, poucos antes da viagem de Agostina ao Brasil. Zanoni teria feito diversas tentativas, pessoalmente, por telefone e por mensagem de texto, para recuperar o veículo, que está no nome do dentista, segundo apurado pelo jornal argentino. “Enviamos uma carta formal solicitando a devolução voluntária do veículo, mas não houve resposta. Ele foi paciente devido à situação dela, mas já havia solicitado educadamente a devolução”, disseram os advogados de Javier à rádio argentina Nuevo Diario. Agostina Páez retornou à Argentina no início de abril após pagar à Justiça o valor de caução de 60 salários mínimos – aproximadamente R$ 97 mil. Menos de 24 horas depois, o pai dela, Mariano Páez, foi flagrado fazendo gestos que imitam um macaco , os mesmos praticados pela filha no Brasil, ao se encontrar com a filha em um bar. Essa não é a primeira vez que o pai da argentina se envolve em polêmica. Empresário do setor de transportes na Argentina, ele já ficou preso por um mês pelo crime de violência de gênero . A argentina chegou a ficar pouco mais de dois meses no Brasil por chamar, de maneira ofensiva e depreciativa, um funcionário de um bar, na Rua Vinícius de Moraes, em Ipanema, na Zona Sul, de macaco, quando discordou do valor da conta, no dia 14 de janeiro. Mesmo ao ser advertida pela vítima de que a conduta configurava crime no Brasil, ela dirigiu-se ao caixa do bar e o chamou de "mono" ("macaco", em espanhol), além de fazer gestos simulando o animal. Em entrevista ao jornal "Mediodía Notícias", do El Trece TV, Paez defendeu das acusações e afirmou que não teve intenção de discriminar e de ser racista . "Jamais. Sou argentina e advogada. A verdade é que foi uma reação emocional. Nunca imaginaria a gravidade. Não só disso, mas de tudo que veio depois", contou. Ela chegou a ser presa , mas solta horas depois , em 6 de fevereiro. No entanto, ela passou a usar tornozeleira eletrônica e continuou com o passaporte apreendido , sem poder deixar o Brasil. Somente depois que ela pagou o valor determinado à Justiça foi que o teve o equipamento retirado . Apesar de retornar a seu país de origem, Agostina ainda deverá manter endereços e contatos atualizados por meio do seu advogado , com o compromisso de atender a todas intimações. O valor de caução serve como uma garantia de que a estrangeira cumprirá a eventual pena imposta pela Justiça fluminense.