Valdemar elogia Messias e diz ter ficado “chateado” com Moraes após prisão

admin
2 Apr, 2026
O presidente do PL, Valdemar Costa Neto [https://www.gazetadopovo.com.br/tudo-sobre/valdemar-costa-neto/], elogiou nesta quarta-feira (1o) a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao Supremo Tribunal Federal (STF). Apesar de considerar que Messias está “fechado” com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o dirigente apontou que ele é um "camarada de bem". Valdemar defendeu que é natural que Lula escolha alguém de confiança para a Corte, comparando a situação à indicação do ministro Cristiano Zanin, que foi advogado do petista. “Todas as informações que eu tenho do Jorge Messias são de que ele, lógico, é Lula fechado, é PT fechado, mas é um camarada de bem. Quando vi que o Lula ia indicar o [Cristiano] Zanin, por exemplo, eu achei bom", afirmou o presidente do PL em entrevista ao portal Metrópoles. Para o presidente do PL, Messias figura entre os melhores nomes que Lula tem à disposição no momento. O dirigente previu, inclusive, que o Senado possui maioria para aprovar a indicação, afirmando que "não têm o que falar do Messias". “Nosso pessoal [do PL] é contra, mas não adianta ser contra, porque eles têm maioria no Senado. Não tenho o que falar do Messias. Não estou defendendo o Messias, não”, destacou. Bolsonaro deu força a Moraes ao ceder durante o governo, diz Valdemar Durante a entrevista, Valdemar criticou o que considera uma contribuição do governo Bolsonaro para o fortalecimento do poder do ministro Alexandre de Moraes. Segundo ele, o ex-presidente "deu força para o Alexandre crescer" ao ceder em episódios como a entrega da gravação da reunião ministerial [https://www.gazetadopovo.com.br/republica/stf-libera-integra-do-video-que-embasou-operacao-da-pf-veja-o-que-bolsonaro-disse/], que resultou na Operação Tempus Veritatis, e ao recuar na nomeação de Alexandre Ramagem para o comando da Polícia Federal após o veto do ministro. O presidente do PL disse que chegou a ter uma “boa relação” com Moraes, mas relatou que a proximidade acabou após ele determinar sua prisão. Em fevereiro de 2024, Valdemar foi alvo de busca e apreensão na Operação Tempus Veritatis, que investiga a suposta tentativa de golpe de Estado. “Com o STF, eu tenho boa relação, com o ministro Gilmar Mendes, tenho muito respeito por ele. Tenho pouca relação com o [Edson] Fachin [presidente da Corte], mas respeito muito ele também. Temos bons ministros lá. Agora, com o Alexandre, nunca mais tive. Ele era meu amigo antes, porque era de São Paulo e eu me dava bem com ele”, afirmou. Na ocasião, os agentes da PF encontraram uma arma de fogo com registro vencido, e ele foi preso em flagrante em 8 de fevereiro. No dia seguinte, o ministro converteu o flagrante em prisão preventiva. Valdemar foi solto [https://www.gazetadopovo.com.br/republica/moraes-concede-liberdade-provisoria-a-valdemar-costa-neto/] no dia 10 de fevereiro, mediante a aplicação de medidas cautelares. “Essas coisas não me assustam, mas fiquei chateado. Não ataco ele [Moraes], evito falar do Supremo para não arrumar problema para o nosso pessoal”, destacou.