Caso Kathlen Romeu: PMs são condenados por fraude no local do assassinato

admin
20 Mar, 2026
A 6a Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro condenou três policiais militares por fraudarem a cena da morte da designer de interiores Kathlen Romeu, de 24 anos, que estava grávida de 13 semanas quando foi baleada por um disparo de fuzil durante uma operação no Complexo do Lins, na zona norte, em junho de 2021. Os PMs Rodrigo Correia de Frias, Marcos Felipe da Silva Salviano e Rafael Chaves de Oliveira foram punidos por inovar artificiosamente o estado de lugar, crime previsto na Lei de Abuso de Autoridade. A decisão, que cabe recurso, reformou sentença anterior da Auditoria Militar que os havia absolvido. Cada um dos agentes recebeu pena de 2 anos e 15 dias de reclusão em regime aberto, além de 15 dias-multa, com a concessão de suspensão condicional da pena. O tribunal entendeu que eles apresentaram à Delegacia de Homicídios, de forma fraudulenta, cápsulas e um carregador de fuzil para simular um confronto armado que nunca existiu. A manobra, segundo o acórdão, tinha como objetivo dificultar as investigações sobre a autoria do tiro que matou Kathlen e reforçar a tese de legítima defesa. Em um processo paralelo, os PMs Frias e Salviano também responderão no Tribunal do Júri pela morte de Kathlen, com data ainda a ser marcada. Enquanto isso, as defesas já anunciaram recursos: o advogado de Marcos Felipe afirmou que irá recorrer ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) e ao Supremo Tribunal Federal (STF), alegando que a decisão de segunda instância teria ido contra as provas dos autos. Publicidade