Robô em formato de aranha consegue erguer uma casa em somente 24 horas
19 Mar, 2026
Empresas australianas desenvolveram um robô batizado de Charlotte que tem aparência de aranha e é capaz de construir uma casa de 200 m2 em apenas um dia. A tecnologia foi criada pelas startups Crest Robotics e EarthBuilt Technology, apresentada ao mundo durante o Congresso Internacional de Astronáutica, realizado em Sydney, com o objetivo de tornar obras mais rápidas, baratas e sustentáveis. A máquina utiliza impressão 3D para erguer paredes diretamente no solo, dispensando etapas tradicionais como montagem de formas e armações. Segundo os desenvolvedores, sua eficiência equivale ao trabalho simultâneo de cerca de 100 pedreiros, tornando-a uma das soluções mais promissoras para o deficit habitacional global. Leia mais: - Honor Robot Phone: conheça o celular que tem um braço robótico na câmera - Robôs humanoides já estão patrulhando as ruas da China - Robô Atlas da Boston Dynamics começa a ser fabricado em 2026 COMO CHARLOTTE FUNCIONA Charlotte combina robótica móvel com um sistema de extrusão de impressão 3D, depositando camadas sucessivas de material diretamente no terreno da obra. O robô possui seis pernas inspiradas na anatomia de uma aranha, o que lhe permite se mover com agilidade em terrenos irregulares e elevar-se para construir paredes mais altas sem a necessidade de andaimes fixos. O design compacto e modular permite que Charlotte seja dobrado para facilitar o transporte até locais remotos ou de difícil acesso, diferenciando-o de soluções convencionais que dependem de estruturas fixas e grandes guindastes. Veja abaixo os principais destaques do robô: | Característica | Detalhe | |---|---| | Velocidade | Constrói uma casa de 200 m2 em 24 horas | | Equivalência | Trabalha como 100 pedreiros simultâneos | | Locomoção | Pernas articuladas para terrenos irregulares | | Transporte | Design dobrável para fácil deslocamento | | Tecnologia | Impressão 3D por extrusão em camadas | MATERIAL SUSTENTÁVEL SEM CIMENTO Em vez de cimento, Charlotte utiliza uma mistura de areia, vidro reciclado e tijolos triturados, que forma uma pasta densa aplicada em camadas compactas. O resultado são paredes sólidas, resistentes ao fogo e a inundações, com menor pegada de carbono quando comparadas às construções tradicionais. Jan Golembiewski, cofundador da EarthBuilt Technology, explicou que a tecnologia “permite reduzir toda a cadeia de suprimentos a um único processo automatizado de alta velocidade e baixo impacto ambiental.” Vale lembrar que, segundo o UN Environment Programme, o setor da construção respondeu por 37% das emissões de CO2 relacionadas a energia e processos industriais em 2022, reforçando a urgência de soluções como esta. DA TERRA À LUA Os criadores de Charlotte não limitam sua visão ao mercado imobiliário terrestre. O design compacto e a operação autônoma do robô também o tornam candidato a futuras missões espaciais, com potencial para construir bases habitáveis na Lua ou em Marte. Nesses ambientes, ele poderia utilizar o próprio solo extraterrestre — como o regolito lunar — como matéria-prima para as estruturas. A apresentação do protótipo em escala reduzida no Congresso Internacional de Astronáutica evidenciou que o projeto já atrai atenção da comunidade científica e espacial internacional. Clyde Webster, diretor fundador da Crest Robotics, tem focado seu trabalho em robôs de campo ágeis para tarefas de construção consideradas difíceis, repetitivas ou perigosas para humanos. IMPACTO NO MERCADO DE TRABALHO A automação representada por Charlotte levanta questões importantes sobre o futuro da mão de obra na construção civil. A tecnologia tem potencial de transformar profundamente o setor, e os efeitos podem ser sentidos de formas distintas dependendo do contexto: Esse Sweekar tipo tamagotchi com IA promete nunca “morrer” e surpreende na CES - Em países com escassez de mão de obra: robôs assumem tarefas repetitivas e perigosas, reduzindo acidentes e permitindo que equipes menores realizem trabalhos mais especializados - Em regiões com alta dependência da construção civil: a automação pode impactar a renda de milhões de trabalhadores, exigindo programas de requalificação profissional em larga escala - Para especialistas mais otimistas: o modelo ideal usa robôs para complementar — e não substituir — equipes humanas, acelerando as obras sem eliminar a tomada de decisão humana Assim como acontece com outros robôs que avançam em funções antes exclusivamente humanas, o equilíbrio entre automação e emprego deve ser um dos principais debates à medida que Charlotte avança para o mercado comercial. DESAFIOS PELA FRENTE Charlotte ainda está em fase de desenvolvimento, e qualquer sistema estrutural precisa passar por revisões de código, testes de resistência ao fogo, durabilidade em situações de enchente e controle de qualidade rigoroso antes de ser adotado em larga escala. Os testes iniciais devem se concentrar em edificações de baixo porte, onde os requisitos regulatórios são mais simples de atender. A consistência dos materiais utilizados também representa um desafio, já que areia e resíduos variam de terreno para terreno, exigindo calibração constante do sistema. Os desenvolvedores afirmam que “receitas digitais podem ajustar as proporções da mistura em tempo real”, mas testes independentes ainda serão necessários para confirmar a eficácia dessa solução em diferentes condições climáticas e geológicas. Fonte: ABC - Categorias Participe do grupo de ofertas do Mundo Conectado Confira as principais ofertas de Smartphones, TVs e outros eletrônicos que encontramos pela internet. 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